“Um caso positivo identificado no continente após passagem pelo Porto Santo originou a identificação de 18 contactos, sendo que destes três testaram positivo e os restantes 15 tiveram testes negativos”, afirmou fonte do Instituto da Administração de Saúde da Madeira (IASAÚDE) à agência Lusa.

Quanto aos três casos que testaram positivo, confirmados na quarta-feira, "estavam de férias no Porto Santo, oriundas do continente português”, e permanecem em quarentena na ilha, tendo idades compreendidas entre os 18 e os 45 anos, adiantou.

Sobre os restantes casos que apresentaram testes negativos à covid-19, “são pessoas que estiveram próximas do primeiro contacto positivo”, sendo que o grupo “inclui também pessoas residentes no Porto Santo”.

Os contactos também oriundos de Portugal continental que testaram negativo “ainda estão na ilha”.

O secretário regional da Saúde, Pedro Ramos, declarou que tudo indica que “esta situação [que surgiu no Porto Santo] esteja controlada”.

O governante madeirense salientou que a “Madeira tem uma situação invejável, porque continua a ter apenas cadeias de transmissão local e nunca teve uma de transmissão comunitária”, apresentando até quarta-feira “148 casos, 118 recuperados e 30 ativos”.

Pedro Ramos lembrou que desde 01 de julho foi implementado um filtro de testagem nos aeroportos da região, tendo sido reportados desde então "apenas mais 56 casos”.

Nos primeiros quatro meses, antes daquela data, a região registou 92 casos.

“Este sistema de filtragem adotado é seguro, vamos continuar a apostar na situação porque vamos receber muitos mais turistas”, afirmou, apelando ao uso de máscara, obrigatória nos espaços públicos da região.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 820 mil mortos e infetou mais de 23,9 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.807 pessoas das 56.274 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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