O surto do novo coronavírus (Covid-19) já obrigou ao cancelamento ou adiamento de vários eventos, em vários país e em várias áreas da sociedade, do desporto à cultura.

No que toca aos festivais europeus, o Tomorrowland Winter, em França, foi o primeiro evento a anunciar o seu cancelamento, por decisão do governo francês. O festival iria realizar-se entre os dias 14 e 21 de fevereiro.

E por cá, como será? O SAPO24 questionou os principais festivais, sobre a aplicação de planos de contingência ou eventual cancelamento ou adiamento das datas.

Gonçalo Riscado, diretor do MIL - Lisbon International Music Network, que decorre entre 25 e 27 de março, em vários espaços do Cais de Sodré, em Lisboa, explica que o festival acompanha "atentamente" a situação. "Achamos que a atitude responsável é seguir as indicações da Direção Geral de Saúde, atuando em conformidade", esclarece em resposta ao SAPO24.

"À data de hoje, não equacionamos o cancelamento do MIL. Nenhum artista manifestou, até agora, intenção de cancelar a sua participação e apenas dois conferencistas cancelaram a sua presença devido a restrições impostas pelas suas empresas", esclarece ainda. Sobre o plano de contingência, "para além da divulgação das recomendações gerais", o MIL aguarda "indicações específicas das medidas a implementar de acordo com as características do nosso evento".

O festival ID, que decorre no início de abril, também não está em risco de ser cancelado ou adiado. Karla Campos, promotora do festival e CEO da Live Experiences (que também organiza o EDP CoolJazz), numa curta resposta por e-mail, esclarece ainda que um plano de contingência será colocado em prática se o evento receber instruções da DGS nesse sentido.

Já o Rock in Rio Lisboa (20, 21, 27 e 28 de junho), com passe para primeiro fim de semana já esgotado, disse ao SAPO24 que está a implementar as medidas necessárias, sem especificar quais ou como. "Neste momento, estamos a implementar todas as medidas necessárias e indicadas pelas autoridades competentes", revelaram.

Também a Ritmos, que organiza o NOS Primavera Sound (11 a 18 de junho), no Porto, e o Vodafone Paredes de Coura (14 a 17 de agosto), na vila com o mesmo nome, está a "acompanhar a evolução da situação". Em caso de agravamento da mesma, explicam que tomarão "as medidas de segurança necessárias, de acordo com as orientações da Direção Geral de Saúde". O mesmo acontece com o NOS Alive, que "mantém as datas de 8, 9, 10 e 11 de julho no Passeio Marítimo de Algés". "Estamos atentos ao desenrolar dos acontecimentos e em contato com as autoridades competentes", garante a Everything is New.

A Música no Coração está a trabalhar "em estreita colaboração com todas as autoridades competentes". "Os Festivais de verão estão ainda a meses de distância. Como tal, acompanhamos serenamente o tema, tal como tem sido a  recomendação da DGS, Ministério da Saúde e mesmo da OMS", revela ainda fonte da promotora que detém os festival Sumol Summer Fest (3 julho), Super Bock Super Rock (16 a 18 de julho) e Meo Sudoeste (4 a 8 de agosto). "Se for o caso, implementaremos e cumpriremos todas as indicações, sem exceção, que nos forem dadas pelas autoridades competentes", acrescentam.

De acordo com a informação disponível no site da DGS, o nível atual de "alerta e resposta" é o de "contenção alargada". Escolas, empresas públicas e privadas já receberam orientações para a elaboração dos seus planos de continência.

O surto de Covid-19, detetado em dezembro, na China, e que pode causar infeções respiratórias como pneumonia, provocou mais de três mil mortos e infetou mais de 100 mil pessoas em 87 países e territórios, incluindo 13 em Portugal. Das pessoas infetadas, mais de 55 mil recuperaram.

Além de 3.042 mortos na China, há registo de vítimas mortais no Irão, Itália, Coreia do Sul, Japão, França, Hong Kong, Taiwan, Austrália, Tailândia, Estados Unidos da América e Filipinas, San Marino, Iraque, Suíça, Espanha e Reino Unido.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou o surto de Covid-19 como uma emergência de saúde pública internacional e aumentou o risco para “muito elevado”.

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