Sexta-feira, 16 de Julho, às 23h00. O primeiro-ministro turco Binali Yildirim denuncia uma "tentativa ilegal" de tomada do poder por um grupo dentro do exército, pouco após o encerramento parcial das pontes sobre o Bósforo em Istambul. Um pouco antes da meia-noite, um comunicado das "forças armadas turcas" anuncia a proclamação da lei marcial e o recolher obrigatório em todo o país, após a mobilização de tropas em Istambul e na capital Ancara. A declaração é assinada pelo "Conselho para a paz no país", que diz ter "tomado o controle do país"

Confrontos, com aviões e tanques, resultam em cenas de violência sem precedentes em Ancara e Istambul em décadas. A violência é travada entre os rebeldes e as forças legalistas, bem como dezenas de milhares de pessoas que saíram às ruas do país. Aviões de caça voam a baixa altitude na metrópole, e o Parlamento é alvo de uma série de ataques aéreos. Mais tarde, um avião lança uma bomba perto do palácio presidencial.

Em Marmaris (oeste da Turquia), onde estava de férias, o presidente Erdogan lança imediatamente um apelo à população para se opor ao golpe, em um discurso transmitido ao vivo na televisão a partir do seu iPhone.

Dezenas de milhares de pessoas, muitas das quais agitando bandeiras turcas, enfrentam os soldados rebeldes, subindo nos tanques implantados nas ruas.

O presidente Erdogan é recebido no aeroporto de Istambul por uma grande multidão. Denuncia "uma traição" liderada por soldados golpistas, a quem acusa de estarem ligados a Fethullah Gülen, um imã exilado há anos nos Estados Unidos. "Há na Turquia um governo e um presidente eleitos pelo povo (...)", afirma. Enquanto isso, Fethullah Gulen condena "nos termos mais fortes" a tentativa de golpe.

Sábado de madrugada, dezenas de soldados rendem-se às forças de segurança numa ponte sobre o Bósforo em Istambul, onde os rebeldes tinham disparado durante a noite contra civis.

As condenações internacionais multiplicam-se. O presidente americano Barack Obama pede apoio ao governo turco "eleito democraticamente", a União Europeia exige um "rápido retorno à ordem constitucional" e Israel expressa seu apoio "ao processo democrático".

O chefe interino do exército, o general Ümit Dündar, anuncia que a tentativa de golpe falhou. A situação está "totalmente sob controlo" (primeiro-ministro). O presidente Erdogan pede aos turcos no Twitter para que permaneçam nas ruas, advertindo contra uma "nova onda". - O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, elogia o "forte apoio" à "democracia" demonstrado pela sociedade política e civil na Turquia. 

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