“A resistência em Afrine vai continuar até à libertação”, declarou num comunicado enviado à imprensa a administração semi-autónoma curda da região.

A Turquia lançou a 20 de janeiro uma operação militar em território sírio visando expulsar a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG) do enclave de Afrine, cuja cidade, com o mesmo nome, foi tomada hoje pelas forças de Ancara.

A região de Afrine constituía uma das três regiões administrativas que formavam a “região federal” proclamada em 2016 nos territórios da comunidade, controlados por uma administração semi-autónoma.

“Em todos os setores de Afrine, as nossas forças tornar-se-ão um pesadelo permanente” para as forças turcas e os rebeldes sírios que as apoiam, refere ainda o comunicado das autoridades locais curdas.

“A nossa guerra contra a ocupação turca (…) entrou numa nova etapa: passamos de uma guerra de confronto direto para uma tática de ataques relâmpago”, adianta.

Mais de 1.500 combatentes curdos morreram em dois meses de ofensiva e esta já permitiu às forças pró-Ancara controlarem 87% do território do enclave, disse o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, adiantando que mais de 200.000 civis fugiram da cidade de Afrine entre 14 e 17 de março.

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