“A tragédia de setembro ocorreu, não deve ser esquecida e não foi esquecida na reação tanto do ministro da Defesa Nacional, como do próprio Exército. Agora cabe olhar em frente, verificar que tudo o que podia ser feito para evitar a ocorrência de novo de situações do género, tudo isso foi feito. Essa é a única garantia evidentemente que eu posso dar”, afirmou o governante.

Azeredo Lopes, que falava à margem de uma visita ao Regimento de Infantaria 13 (RI13), em Vila Real, referiu que confia no Exército, através do Chefe de Estado-Maior, “que fez o que estava ao seu alcance para corrigir aquilo que foi detetado que merecia ser corrigido e que justificava ser corrigido”.

O 127.º curso de Comandos, que se iniciou em setembro, ficou marcado pela morte de dois militares.

“Nós estamos a falar de uma formação, de um treino que é muito exigente, e eu não posso, em nenhuma circunstância garantir, porque essa garantia seria mentirosa, que não voltará a acontecer aquilo que aconteceu em setembro”, afirmou aos jornalistas.

E continuou: “posso garantir é que foi feita uma leitura muito exigente, muito completa, dos critérios de formação, do Referencial de formação do curso de comandos, aliás de todas as forças especiais, e a garantia que eu posso dar é de que, de ora avante, no plano de formação, no ritmo da formação, nos critérios de seleção e de exclusão, estamos francamente melhor do que estávamos em setembro”.

Azeredo Lopes referiu que todos os passos foram dados “no tempo em que tinham sido anunciados”. Entre esses passos está a Inspeção Técnica Extraordinária, que foi concluída em dezembro e detetou dificuldades na atualização do Referencial do curso.

“Não ficou sem resposta tudo o que motivou uma reflexão muito profunda, numa inspeção muito extraordinária virada para este assunto, ou seja, o que é que correu mal, o que é que é preciso ainda fazer para que isto não se repita”, frisou.

O 128.º curso de Comandos começa sexta-feira, dia 07 de abril.

O ministro salientou ainda que “seria impensável esperar pelo encerramento do processo judicial para tomar uma decisão quanto ao reinício” do curso.

Azeredo Lopes lembrou que sempre disse que o “reinício da formação no regimento de comandos ocorreria depois de concluída a fase de avaliação quanto ao que tinha acontecido e depois de conhecidos os resultados da inspeção técnica extraordinária”.

“E depois de conhecido o conjunto de soluções que foram adotadas e que viabilizam que se se possa hoje encarar este novo curso, que tem início no dia 07 de abril, com olhar muito mais transparente, sereno do que aquilo que eventualmente e infelizmente acontecia em setembro”, sustentou.

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