Ali na Lapa, mesmo passando no metro, a gente olha para o lado e vê só um alto muro branco, manchado de assinaturas, bonecos e outros traços de cores garridas.

O Bairro da Bouça, no Porto, é um exemplo fascinante da arquitetura de Álvaro Siza Vieira. O traço rigoroso traz-nos casas com uma harmonia que satisfaz o olhar, num desenho que tem resistido ao tempo, sem revelar a idade.

A Escola do Porto (a única com dois Pritzker) é prolífica nos exemplos do fascínio — e a cidade vai guardando ainda alguns traços duma metodologia comum aos nomes saídos da universidade da Invicta: “A arquitetura responde aos problemas do Porto, mas não é do Porto”, disse Hélder Casal Ribeiro, professor da Faculdade de Arquitetura do Porto, ao ‘Diário de Notícias’, no início deste mês.

Agora, Álvaro Siza recebe mais uma distinção. Amanhã, em Paris, a Academia de Belas Artes entrega-lhe o prémio Charles Abella — um galardão atribuído por toda a carreira do arquiteto.

É mais uma distinção a que vale a pena estar atento (e celebrar).

Já que estamos no Porto e a falar de arquitetura, olhemos para a Casa da Música (que não tem nada a ver com a Escola do Porto). Esta quarta-feira, a Sala Suggia recebe o espetáculo "Radio Gemini_Closer" de David Fonseca, estimulado pelo último álbum de originais do cantor, com o mesmo nome.

No teatro, estreia no Palácio do Bolhão o espetáculo "Porque Permaneces na Prisão se a Porta Está Aberta?”, com encenação de Pedro Fiuza e Zeferino Mota.

Em Beja, celebram-se cinco anos da classificação do cante como Património da Humanidade: em Castro Verde, com um encontro de grupos corais e concertos, entre 27 e 30 de novembro. Mas. Há outras iniciativas pelo distrito fora.

E porque Lisboa é Lisboa, vamos ao Campo Pequeno, que é o palco para os The Waterboys, banda britânica fundada pelo cantor e compositor escocês Mike Scott. O grupo lançou, a 24 de maio, o seu mais recente álbum, “Where The Action Is”, que inclui canções como "Ladbroke Grove Symphony" e "Right Side of Heartbreak".

Mas a arquitetura não tem de ser apenas das casas, nem das terras. Há-a também nos homens. Destaco, por isso, três — que são histórias de gente:

Primeiro, uma volta ao passado, com um passeio no Norte, pela mão de Alexandra Lucas Coelho — em 2009 — para ler no ‘Público’: A vida na terra começa no Barroso

Igualmente no ‘Público’, uma história de Andreia Friaças sobre sexualidade. O mote (e o título) é uma questão: O hímen continua a ser importante?

Também ainda no rescaldo de ontem (podem ler o que escrevi aqui), fica este texto de Raquel Moleiro, com um grande trabalho de multimédia pela equipa do ‘Expresso’: Não digam que foi por amor

Estão dadas as sugestões para amanhã (com três leituras para o serão de hoje). O resto está deste lado, em 24.sapo.pt.

Não sendo nem arquiteto de casas, tão-pouco de letras, eu sou o Pedro Soares Botelho e hoje o dia foi assim.

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