Os democratas pedem o "impeachment" de Trump com base em alegações de que teria pressionado o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a investigar o seu adversário político, Joe Biden, líder nas primárias democratas, para enfrentá-lo nas eleições de 2020.

Nancy Pelosi afirmou esta noite que as ações de Trump representam "uma traição ao seu juramento, uma traição à nossa segurança nacional e uma traição à integridade das nossas eleições", cita o The Guardian.

Donald Trump já reagiu no Twitter, dizendo que o sucedido é considerado "assédio presidencial" e uma "caça às bruxas", termo que já tinha utilizado no decorrer da investigação do advogado Robert Mueller.

O Senado aprovou por unanimidade uma resolução, pedindo à Casa Branca que divulgasse a denúncia que gerou controvérsia sobre a conversa de Trump com o presidente ucraniano.

Donald Trump aceitou hoje publicar o conteúdo da sua conversação com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Estou na Organização das Nações Unidas (ONU), onde represento o nosso país, mas autorizei a publicação amanhã (quarta-feira) da transcrição completa (...) da minha conversa telefónica com o presidente ucraniano", escreveu o multimilionário republicano na sua conta da rede social Twitter.

Envolvido diretamente neste assunto, o candidato à nomeação democrata para disputar a Casa Branca Joe Biden prepara-se para engrossar o número crescente de democratas que apelam a destituir Donald Trump, se este último se recusar a cooperar com os inquéritos do Congresso.

Em declaração divulgada hoje, o antigo vice-presidente de Barack Obama "vai instar Trump a cooperar com todas os pedidos legais de informação que estão suspensos, sobre a questão ucraniana e outros inquéritos", indicou a sua equipa de campanha à AFP.

"E se Trump não se conformar, o Congresso não vai ter outra escolha senão lançar o professo de destituição", acrescentou.

Para Biden, "os últimos abusos cometidos por Trump ultrapassam todos os anteriores".

A partir da ONU, Trump tinha negado mais uma vez qualquer pressão sobre a Ucrânia, para procurar prejudicar o candidato democrata.

Os democratas suspeitam que Trump pressionou o seu homólogo ucraniano Zelensky, suspendendo uma ajuda militar, a inquirir a família Biden, que tem interesses neste país do leste europeu.

Isto constituiria um grave abuso de poder, uma vez que o presidente norte-americano teria utilizado as suas funções para benefício pessoal.

Considerando "ridículas" as discussões sobre um processo de destituição, Trump tinha já acusado os democratas de agitar esta possibilidade por cálculo político.

Ao início da noite, a imprensa americana, incluindo os jornais The Washington Post, The New York Times e a emissora de TV NBC News tinham já avançado que Pelosi anunciaria o lançamento formal do impeachment, o primeiro passo de um processo que poderá resultar na deposição de Trump da Casa Branca.

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