A carta de Pedro do Carmo, a que a agência Lusa teve acesso, foi enviada na passada semana às administrações das companhias aéreas ‘low cost’ Ryanair, EasyJet e Transavia.

“Como elas [companhias aéreas] não podem ser obrigadas” a voar para Beja, mas “devem ser seduzidas e informadas das potencialidades [do aeroporto], foi isso que fiz”, explicou hoje à Lusa o deputado socialista.

Pedro do Carmo disse ainda que a carta deu “nota” às três companhias “das potencialidades, das virtudes e das mais-valias de voar” para a região.

“O Aeroporto de Beja pode assim ser não uma alternativa, mas complementar aos aeroportos de Lisboa e de Faro neste período de época ‘alta’, em que os nossos aeroportos estão esgotados”, acrescentou.

Na carta, o deputado alentejano sublinhou que, perante o “evidente esgotamento” do Aeroporto de Lisboa, “é inaceitável a ausência de uma estratégia para a valorização da infraestrutura de Beja”, gerida pela empresa ANA – Aeroportos de Portugal.

O deputado do PS defendeu na carta que o Aeroporto de Beja seja utilizado como “alternativa” aos de Lisboa e Faro, dando exemplos como os dos aeroportos de Frankfurt Hahn e Munich West (ambos na Alemanha) ou Oslo (Noruega), todos a mais de uma centena de quilómetros do destino final.

Já o Aeroporto de Beja “fica a 181 quilómetros do Marquês de Pombal, em Lisboa”, além de o Alentejo ser “uma região rica em atividades de lazer, cultura, aventura e praias”, estando ainda “muito próximo da barragem do Alqueva, o maior lago artificial da Europa”, destacou.

Além do mais, continuou Pedro do Carmo na carta, o Aeroporto de Beja “dispõe de um terminal de passageiros, de carga e de manutenção de aeronaves”, estando “preparado para receber todo o tipo de operações com um elevado nível de eficiência”.

O deputado do PS referiu ainda que a infraestrutura alentejana está “diretamente” ligada “à vasta rede de autoestradas que liga a cidade de Beja a todos os pontos do país”.

Neste contexto, “face à ausência de valorização do Aeroporto de Beja por quem o gere e deveria valorizar ainda mais como infraestrutura aeroportuária do país”, Pedro do Carmo pediu às três companhias aéreas para ponderarem “a sua utilização em alternativa aos destinos” que já utilizam em Portugal, “com evidentes ganhos” para a sua operação.

“Estou confiante de que haverá ‘feedback’”, concluiu o eleito do PS à Lusa.

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