© Marie Dorigny Migrantes

O número de pedidos de asilo tem vindo a aumentar desde 2015. A ACNUR estima que em janeiro de 2016 mais de 55% dos refugiados que chegaram à Europa são mulheres e crianças. Um número bastante superior à estimativa de junho de 2015, que se situava nos 27%.

Estes dois grupos são os mais vulneráveis e sujeitos a discriminações e violações de direitos humanos básicos, alvo fácil das redes de tráfico de seres humanos e de prostituição. Por isso, e por querer uma perspetiva autêntica sobre a situação das mulheres refugiadas, o Parlamento Europeu convidou a fotojornalista francesa Marie Dorigny a dar rosto e corpo aos milhares de mulheres que vivem uma das mais fortes crises humanitárias da atualidade.

A fotojornalista, de 56 anos, já foi distinguida pelo World Press Photo, em 1991, já venceu um Prémio Kodak, em 1998, e já retratou temas como o trabalho infantil ou a condição das mulheres em países em vias de desenvolvimento. Aceitou o desafio e durante quatro semanas, entre os meses de dezembro de 2015 e janeiro de 2016, captou as principais etapas da, muitas vezes esgotante, jornada que as mulheres refugiadas têm de enfrentar para alcançar o território Europeu.

Da chegada de barco à Grécia, passando pelas viagens de comboio por diversos países, entre os quais a Macedónia, à chegada e ao processo de pedido de asilo na Alemanha, as imagens de Marie Dorigny são uma memória visual dos desafios que as mulheres refugiadas têm de ultrapassar e “alertam para a importância de assegurar que a natureza específica da sua condição e das suas necessidades são abordadas com a sensibilidade e humanidade que merecem”, ressalva o Parlamento Europeu, em comunicado.

O resultado foi a exposição "Deslocadas: Mulheres Refugiadas e requerentes de Asilo na UE”, um conjunto de 40 fotografias, impressas a preto e branco, que já chegou a Portugal e que está a partir desta terça-feira no Espaço Europa, sede do Parlamento Europeu em Portugal, em Lisboa, e simultaneamente em Bruxelas. A exposição esteve anteriormente na Agência de Segurança Marítima, no Cais do Sodré.

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