“Entre 1980-2015, a valores reais (descontada da inflação), a despesa do Estado com a cooperação, ou seja, o esforço de cooperação com a sociedade civil, cresceu 11 vezes (…). Nenhuma outra área da despesa do Estado ou da utilização dos recursos públicos cresceu com esta dimensão. Ultrapassa hoje os 1.500 milhões de euros”, declarou Vieira da Silva, no Palácio da Bolsa, no Porto.

Durante o discurso onde decorre hoje a cerimónia do ‘Portugal Solidário 2016’ com a entrega do Prémio Manuel António da Mota, Vieira da Silva, referiu ainda que se se comparar “com um momento mais próximo”, a despesa do Estado com a cooperação “cresceu três vezes em termos reais quando comparado com o valor que existia de cooperação em 1995”.

“E estou apenas a referir-me aos valores que são suportados pelo orçamento da Segurança Social”, sublinhou o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

Vieira da Silva declarou, na sessão ‘Portugal Solidário 2016’, que Portugal ainda é um país “demasiado desigual”, “um país com demasiada pobreza e exclusão social”.

Segundo o ministro, os indicadores da pobreza e das desigualdades são ainda “demasiado preocupantes” em Portugal, colocando o país numa posição de que é preciso sair.

“Quase 20% dos portugueses viviam abaixo do linear de pobreza e que corresponde a 60% da mediana dos rendimentos do país. Acima da média europeia”, disse Viera da Silva, informando que a "taxa de pobreza infantil estava perto dos 25%, acima da média do conjunto da população e acima da média europeia”.

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