Os migrantes estavam a tentar chegar à Europa, acrescentou à agência France Presse Khames el-Boussefi, um porta-voz do organismo.

“Não fomos capazes de verificar as nacionalidades, mas presumimos que tenham morrido afogados em consequência de um naufrágio”, observou, acrescentando que nenhum dos migrantes possuía documentos de identificação.

Os corpos foram entregues às autoridades para que tratem dos funerais, referiu.

A agitação que tem assolado a Líbia deste a sublevação de 2011 que derrubou Kadhafi está na origem do tráfico de migrantes para a Europa via Mediterrâneo.

Muitos partem da costa ocidental da Líbia em embarcações pequenas e pouco seguras numa perigosa viagem até Itália, situada 300 quilómetros a norte.

Frequentemente é impossível identificar os corpos dos que morrem na travessia enquanto muitos dos mortos encontrados são enterrados em sepulturas numeradas fora das cidades líbias.

Pelo menos 3.800 pessoas morreram ou desapareceram no Mediterrâneo desde o início deste ano, o maior número de sempre, disse na quarta-feira um porta-voz da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Quase 100 migrantes continuam desaparecidos desde quarta-feira em consequência de um naufrágio do qual 29 pessoas foram resgatadas, disse na quinta-feira fonte da marinha da Líbia.

No mesmo dia, a União Europeia anunciou que tinha começado a treinar a guarda costeira da Líbia, numa tentativa de reforçar os esforços para conter o fluxo irregular de migrantes do norte de África.

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