• Plano para a Saúde outono-inverno: Nas primeiras palavras de António Lacerda Sales após a apresentação dos números de hoje, o secretário de Estado Adjunto da Saúde disse que "estamos numa fase crítica da pandemia". "Os portugueses, sem exceção, compreenderão, se aos cidadãos é exigido reforço da responsabilidade individual na defesa do nosso bem estar coletivo, ao Ministério da Saúde é exigido que continue a tomar decisões como tem feito desde o início deste processo difícil, complexo e desafiante. E é isso que temos feitos e é isso que continuaremos a fazer com a certeza de que só defenderemos a saúde pública dos portugueses respondendo aos doentes Covid e também aos doentes não-covid. É isto que está no plano para a Saúde outono-inverno que apresentámos e que estamos a consolidar até ao final da semana com os contributos institucionais já recebidos e que está já a ser aplicado no terreno ao nível regional pelas administrações regionais de saúde e ao nível local por cada instituição de saúde de acordo com a realidade epidemiológica", disse.
  • Testes rápidos: "Numa pandemia online é preciso que não confundamos urgência com imediatismo e muito menos com mediatismo. Todos temos a nossa responsabilidade. Há todos os dias perguntas às quais procuramos dar respostas, mas é preciso dar tempo à ciência para fazer o seu caminho, de se procurar a melhor evidência científica, sob pena de se confundirmos mais do que nos clarificamos e é preciso perceber que estar a estudar não é esconder, que estar a trabalhar não é ignorar. Foi o que aconteceu, por exemplo, com os testes rápidos antigénio que farão a partir do dia 9 de novembro parte da nossa resposta à pandemia em situações definidas e já explicadas pela Direção-Geral da Saúde na norma publicada esta semana.", disse o secretário de Estado Adjunto da Saúde.
  • Aquisição de um milhão de testes de antigénio: O Ministério da Saúde manifestou interesse em adquirir um milhão de testes, através de uma iniciativa europeia, referiu.“Além disso, Portugal vai beneficiar ainda do financiamento europeu, através da Cruz Vermelha Portuguesa, para fornecimento de testes rápidos, cuja primeira tranche de 100.000 testes está prevista na semana de novembro”, acrescentou.
  • Possível adoção de medidas mais restritas: Remetendo a possibilidade de novas medidas para o Conselho de Ministros do próximo sábado, Lacerda Sales relembrou que de acordo com os últimos estudos a que o Ministério da Saúde teve acesso "poderá haver uma aumento significativo de casos diários nos próximos tempos". Tal "vai levar a uma sobrecarga dos nossos serviços, dos serviços de saúde e portanto, todas as medidas que forem tomadas são no sentido de equilibrar, de conciliar aquilo que são as melhores medidas de Saúde pública com aquilo que é a normalidade possível da vida social e da vida económica", afirmou.
  • Parceria com o setor privado: "Não podemos, nem devemos transformar esta questão do combate à pandemia numa nova discussão de lei de bases, que foi aprovada no ano passado, ou num confronto ideológico. Não existe qualquer estigma ideológico a este respeito, aliás, se assim fosse não teríamos hoje os privados a testarem cerca de 50% da nossa capacidade de testagem e também não teríamos os acordos de adesão das respetivas administrações regionais de Saúde para tratamento de doentes Covid e não Covid com o setor privado. Aliás, relembro a questão do hospital Fernando Pessoa que sempre recebeu ao longo deste tempo doentes Covid. Ainda há pouco tempo num lar ilegal recebeu 23 doentes Covid, 9 ainda estão neste momento no hospital Fernando Pessoa", sublinhou Lacerda Sales.
  • Mais de 6.500 profissionais de saúde infetados: O coronavírus que provoca a covid-19 já infetou 6.596 profissionais de saúde em Portugal, maioritariamente enfermeiros e assistentes operacionais, desde o início da pandemia, revelou o secretário de Estado e Adjunto da Saúde. António Lacerda Sales indicou que 4.617 profissionais de saúde já recuperaram, o que representa uma taxa de recuperação de 69,9%. Entre infetados, 800 são médicos, 1.801 são enfermeiros, 1.655 são assistentes operacionais, 166 são assistentes técnicos, 249 são técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica e 1.925 são de grupos profissionais diversos infetados com o novo coronavírus.
  • Dados mais recentes da pandemia: Portugal contabiliza hoje mais 24 mortos relacionados com a covid-19 e 3.960 novos casos confirmados de infeção, atingindo um novo máximo diário. Das 24 mortes registadas, 11 ocorreram na região Norte, oito em Lisboa e Vale do Tejo, quatro no Centro e uma no Alentejo.
    Em relação aos internamentos, o número de pessoas hospitalizadas continua a subir desde há mais de uma semana, sendo agora 1.794 pessoas, mais 47 do que na terça-feira, e destas 262 (mais nove) estão em Unidades de Cuidados Intensivos.

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