A "reunião de urgência", para a qual o presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (ANTRAL), Florêncio Almeida, foi convocado por telefone, decorre no Ministério do Ambiente, prevendo-se que o ministro João Pedro Matos Fernandes preste declarações no seu final.

A reunião foi marcada no seguimento dos incidentes entre taxistas e PSP ocorridos junto à Rotunda do Relógio, em Lisboa, com Florêncio Almeida a frisar à Lusa que os motoristas vão permanecer no local.

Perto das 11:00, junto à Rotunda do Relógio (por baixo do viaduto da Segunda Circular), os ânimos exaltaram-se e os taxistas acabaram por atirar à polícia garrafas de água e sumos. Os agentes responderam atirando petardos e ‘very lights’ e afastando os manifestantes.

Segundo a PSP, os taxistas que participavam no protesto junto à Rotunda do Relógio saíram dos táxis e ocuparam totalmente a rotunda, tendo os elementos policiais tentado impedir essa ação, o que originou uma atitude mais agressiva por parte dos manifestantes.

Alguns agentes lançaram gás pimenta contra os manifestantes, adiantou, sublinhando que o local foi reforçado com elementos policiais que já estavam destacados para o controlo do protesto.

Os profissionais do setor estão em luta contra a regulação, proposta pelo Governo, da atividade das plataformas de transportes de passageiros como a Uber ou a Cabify e tinham como destino a Assembleia da República.

As plataformas Uber e Cabify permitem pedir carros descaracterizados de transporte de passageiros através de uma aplicação para ‘smartphones’, mas estes operadores não têm de cumprir os mesmos requisitos – financeiros, de formação e de segurança – do que os táxis.

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