Erez Kalderon, de 12 anos, e Sahar Kalderon, de 16 anos, respetivamente filho e filha, foram libertados, por terem nacionalidade francesa, tal como a mãe Hadas Dan, pode ler-se na nota da CIP a que a agência Lusa teve acesso.

Estes jovens são filhos de Ofer Kalderon, cidadão português de 53 anos, que continua refém do Hamas.

No final de outubro, o jornal Público noticiou que Ofer Calderon obteve a nacionalidade portuguesa depois de ter sido feito refém.

O advogado José Ribeiro e Castro, que submeteu ao Governo um pedido de urgência por razões humanitárias na análise do seu processo, confirmou na altura à Lusa que a Conservatória dos Registos Centrais tinha emitido a certidão de nascimento, confirmando a dupla nacionalidade do israelita.

Ainda de acordo com a CIP, a avó materna dos jovens, Carmella Dan, foi assassinada em 07 de outubro, dia do ataque do grupo islâmico em Israel, que incluiu o lançamento de mais de 4.000 foguetes e a infiltração de perto de 3.000 militantes, que mataram cerca de 1.200 pessoas e raptaram mais de 240 em comunidades israelitas próximas da Faixa de Gaza.

A agência Lusa questionou o Ministério dos Negócios Estrangeiros português, mas não foi possível confirmar a libertação dos jovens até ao momento.

O Presidente francês Emmanuel Macron saudou hoje a libertação de três jovens menores, incluindo Erez e Sahar, bem como de Eitan, de 12 anos.

“Três dos nossos jovens compatriotas fazem parte do grupo de reféns libertados hoje. Estou muito feliz com este anúncio. Estamos mobilizados para a libertação de todos os sequestrados”, sublinhou Macron, através das redes sociais.

Além dos três jovens com nacionalidade francesa, foram hoje libertados seis israelitas de nacionalidade argentina e outros dois de nacionalidade alemã, adiantou a agência France-Presse (AFP).

No sábado, dois jovens filhos de pai português, Alma, 13 anos, e Noam Or, 17, estavam entre os 17 reféns libertados pelo Hamas.

Adina Moshe, luso-israelita de 72 anos, também foi libertada desde o cessar-fogo entre Israel e o Hamas.

A trégua, que inicialmente foi acordada para quatro dias, foi hoje prolongada por dois dias, de acordo com a mediação do Qatar.

Desta forma, a trégua humanitária vai prolongar-se com as mesmas condições da anterior, até às 07:00 de quinta-feira (05:00 de Lisboa).

Desde o ataque do Hamas, as forças aéreas, navais e terrestres de Israel contra-atacaram no enclave palestino, onde mais de 15 mil pessoas já morreram, segundo as autoridades da Faixa de Gaza, controlada desde 2007 pelo Hamas, a maioria delas crianças e mulheres, e estima-se que mais de sete mil pessoas estejam desaparecidas sob os escombros.

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