Em entrevista por telefone ao canal Fox News no sábado à noite, 12 de janeiro, Trump chamou de "ridícula" a notícia publicada pelo "Post". O jornal garante que o presidente fez todos os possíveis para ocultar o conteúdo das suas conversas com Putin, chegando até a tomar as anotações do seu intérprete e a exigir que ninguém comentasse o que foi dito durante um encontro com o presidente russo.

Trump garantiu que teve "uma excelente conversa" com Putin, em Helsínquia, em julho de 2018.

"Tive uma conversa como a de qualquer presidente. Uma pessoa senta-se com o presidente de muitos países... Falámos de Israel, de proteger Israel e de muitas outras coisas... Não estou a esconder nada. Não me poderia importar menos. A sério, é ridículo", disse Trump à jornalista da Fox News.

"Qualquer um poderia ter ouvido esse encontro. O encontro está disponível para quem quiser", insistiu.

No entanto, segundo o "Post", não há nenhum registo detalhado das conversas de Trump com Putin tidas em cinco lugares diferentes nos últimos dois anos.

Sem revelar as suas identidades, o jornal cita ex-funcionários e atuais membros do governo Trump como fontes.

O presidente também lembrou que não se provou a ocorrência de "conluio" entre a sua equipa de campanha de 2016 e a Rússia, acusando o "Washington Post" de ser "um lobby para a Amazon". Ambas as empresas - o jornal e a empresa gigante do comércio eletrónico - pertencem ao bilionário Jeff Bezos.

Trump também aproveitou a entrevista para comentar um artigo do jornal "The New York Times", que publicou, na sexta-feira, que o FBI tinha aberto em 2017 uma investigação para saber se o presidente americano estava a trabalhar em prol da Rússia.

A investigação teve início depois do presidente demitir o então diretor do FBI (a Polícia Federal americana), James Comey, em maio de 2017, informou o NYT, citando fontes anónimas, tendo sido absorvida pela do procurador Robert Mueller sobre a interferência da Rússia na eleição presidencial de 2016.

Quando a jornalista da Fox News perguntou a Trump se ele tinha trabalhado para a Rússia, o presidente afirmou, sem responder à pergunta diretamente: "Acho que essa é a coisa mais insultante que já me perguntaram".

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