“Vamos investigar [o desaparecimento] até ao fim e haverá um castigo severo”, disse o presidente norte-americano numa entrevista à televisão CBS gravada na quinta-feira e de que foram divulgados excertos.

Trump afirmou que os dirigentes sauditas “negam de todas as maneiras que se possa imaginar” a alegação de que o jornalista saudita tenha sido morto no consulado da Arábia Saudita em Istambul, mas acrescentou: “Podiam ser eles? Sim”.

Na entrevista, que vai ser difundida no domingo à noite na íntegra, Trump diz que o caso é especialmente grave “porque este homem era um jornalista”, admitindo que pode ser “uma surpresa” ouvi-lo dizer isso, numa aparente referência às numerosas ocasiões em que atacou a imprensa.

O presidente voltou contudo a excluir uma limitação da venda de armamento pelos Estados Unidos ao reino saudita, afirmando que “há outras maneiras de castigar” o país.

Jamal Kashoggi, um jornalista saudita crítico do regime de Riade a residir há algum tempo nos Estados Unidos, onde escrevia nomeadamente para o Washington Post, desapareceu a 02 de outubro depois de entrar no consulado saudita em Istambul, na Turquia.

Segundo o Washington Post, o governo turco informou as autoridades norte-americanas de que tem registos áudio e vídeo que mostram que o jornalista foi morto dentro do consulado.

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