De acordo com a edição de hoje do Jornal de Notícias, o Ministério Público de Braga já estava a par do historial violento de Fernando Lopes, o alegado homicida que terá assassinado a tiro um casal esta segunda-feira, mas não avisou a Guarda Nacional República quanto a esse facto.

O homem, em posse de duas armas de fogo legalizadas para efeitos de caça, terá assassinado os cunhados — marido e mulher, ambos de 58 anos — antes de se barricar na sua residência. Mais tarde, ao fim do dia, foi encontrado morto na sua casa.

Conhecido por “Guerras”, o homem estava sinalizado por situações de violência doméstica, sendo que a sua mulher foi pedir auxílio à Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, que a reencaminhou para uma casa abrigo e avisou o MP.

De acordo com o JN, a investigação a este caso revelou que há duas semanas, após o homicida ameaçar o seu filho com uma faca, a sua mulher pediu ajuda à APAV. A ausência de aviso do MP à GNR terá sido fatal, porque a guarda, integrando o Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Especificas (NIAVE), costuma apreender as armas aos suspeitos de violência doméstica enquanto decorrem os inquéritos crime.

Ainda de acordo com o que apurou o jornal, o MP não esclareceu ainda porque é que não contactou a GNR, sendo que outra consequência desse lapso foi a falta de aviso de que Fernando Lopes teve alta do Serviço de Psiquiatria do Hospital Central de Braga, onde esteve internado e saiu no dia do crime. O JN apurou que o homem terá ido a casa dos cunhados por crer que eles sabiam onde se encontrava a mulher.

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