Fábio Guerra, 27 anos, agente da PSP, morreu esta segunda-feira às 9h58 no Hospital de São José, em Lisboa. Não resistiu às “graves lesões cerebrais” sofridas na sequência das agressões de que foi alvo na madrugada de sábado, no exterior de uma discoteca da capital.

A notícia foi dada pela própria Polícia de Segurança Pública com uma imagem do agente fardado e da frase "... e dar a própria vida, se preciso for", um juramento que se quer distante, um juramento que não cabe em todo o homem. Fábio, abraçou-o, quando na madrugada de sábado "não hesitou intervir para tentar fazer cessar violentas agressões".

"Foi agredido, sofrendo lesões que acabaram por lhe provocar a morte. Honrou, até às últimas consequências, a sua condição policial e o seu juramento", diz a PSP.

À hora que este texto é escrito, a Polícia Judiciária acaba de enviar um comunicado às redações onde revela que procedeu à identificação e detenção fora de flagrante delito de três homens, portugueses, com 24, 22 e 21 anos de idade, "por existirem fortes indícios da prática de crimes de homicídio qualificado e ofensa à integridade física qualificada, que vitimaram cinco agentes da Polícia de Segurança Pública, um dos quais, infelizmente, acabou por falecer, como consequência das agressões sofridas".

Sim, naquela noite, às 06h30, "no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho", a discoteca MOME, Fábio não estava sozinho. No local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, perante várias agressões entre cidadãos, acabando por ser agredidos violentamente por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas. Os outros três agentes agredidos tiveram alta hospitalar este domingo.

A Marinha divulgou também no sábado que "dois militares, do regime de contrato, da classe de Fuzileiros, envolveram-se nos confrontos, na via pública, junto de um espaço noturno, “tendo posteriormente informado as respetivas chefias" do sucedido.

O caso emocionou o país e esta segunda-feira foram várias as figuras do país que quiseram deixar uma palavra de adeus a Fábio Guerra.

“O agente Fábio Guerra será recordado pela sua abnegação, coragem e dedicação ao serviço do próximo e da segurança pública. O Presidente da República endereça as mais sentidas condolências à família do agente Fábio Guerra, bem como aos seus amigos e aos profissionais da PSP”, lê-se na mensagem de Marcelo, que "manifestou a sua tristeza e pesar pela perda de uma vida em circunstâncias tão trágicas".

Também a ministra da Administração Interna manifestou a sua consternação pela morte do PSP, realçando a coragem do agente policial e reiterando que as autoridades tudo farão para "o rápido esclarecimento dos factos".

Em nota de pesar após ter sido divulgada a morte de Fábio Guerra, Francisca Van Dunem diz ter recebido com "profunda tristeza e consternação" a notícia do seu falecimento.

"Neste momento de grande dor, quero transmitir à família do agente Fábio Guerra, em meu nome e em representação do Ministério da Administração Interna e do Governo, o sentimento de solidariedade e de genuína condolência face à tragédia que se abateu sobre o seu ente querido", refere a nota.

A Marinha, depois de lamentar a morte de Fábio Guerra, assegurou que está disponível "para colaborar com as autoridades policiais" na investigação da morte do agente, no sentido do apuramento de "todos os factos" que envolvem fuzileiros.

As respostas e as consequências são o mínimo que o país pode prestar no adeus a este agente. Mas Portugal tem de fazer mais para que as noite não sejam de medo e de violência e para que as autoridades sejam respeitadas e reconhecidas.

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