"Para o conjunto de 2019, esperamos um declínio perto de 1%, ou possivelmente maior, em 2020, a economia petrolífera deve ter um desempenho próximo da estagnação, já que os novos investimentos compensam o declínio normal dos poços mais antigos", lê-se numa nota de análise sobre a economia angolana.

Na nota, enviada aos clientes do BFA e a que a Lusa teve acesso, os analistas escrevem que "a economia não petrolífera deve crescer a um ritmo moderado, perto de 1%, ainda que sujeita ao estabelecimento de um ambiente estável no mercado cambial, o que permite aos agentes económicos recuperarem alguma confiança”, esperando-se, assim, “um ligeiro aumento do PIB, provavelmente abaixo de 1%".

No comentário, o BFA diz que a economia angolana teve uma contração de 0,8% no terceiro trimestre, face ao anterior e, "em particular, a economia petrolífera encolheu 8,7% nesse trimestre face ao período homólogo de 2018".

O comércio de retalho, por seu turno, recuperou entre julho e setembro, crescendo 8%, "mas este ritmo não foi suficiente para compensar as quebras nos dois trimestres anteriores, pelo que a queda face ao homólogo de 2018 foi de 1,3% nos três primeiros trimestres do ano passado".

No último trimestre do ano passado, "a economia deve ter caído de forma drástica" escrevem os analistas, apontando que, por um lado, a "economia petrolífera deve ter recuado a um ritmo similar ou pior que no terceiro trimestre”.

“Por outro lado, a implementação do IVA, juntamente com as mudanças no regime cambial, provavelmente tiveram um efeito negativo na confiança das empresas e dos consumidores, arrastando negativamente a economia não petrolífera", concluem os analistas.

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