Rui Barreto falava aos jornalistas depois de reuniões da comissão política e do conselho regional do CDS da Madeira em que foram aprovadas por unanimidade as linhas gerais de um acordo para um governo de coligação com o PSD.

“Isto revela que o partido confiou e está confortável e que estão reunidas as condições, quer por parte do CDS quer por parte do PSD, para fazer uma coligação a pensar nas futuras gerações e transformar a Madeira positivamente”, declarou o dirigente centrista da Madeira.

Rui Barreto complementou que as reuniões de hoje foram o “culminar de um trabalho iniciado no dia seguinte às eleições regionais de 22 de setembro”, em que o PSD da Madeira perdeu pela primeira vez a maioria absoluta e fez o “convite” aos CDS para um projeto de coligação governativa.

“Portanto, temos as condições todas para termos uma caminho, que é governar a Madeira e Porto Santo nos próximos quatro anos”, reforçou.

Também rejeitou a ideia de que o CDS se possa “apagar” neste projeto de coligação, salientando que o objetivo principal é “governar com responsabilidade e estabilidade”.

O acordo da coligação será formalmente assinado na terça-feira, no Museu da Imprensa, em Câmara de Lobos, pelos líderes dois partidos.

Rui Barreto adiantou que o CDS terá “duas secretarias” no novo executivo madeirense e um “lugar de relevo” na Assembleia Legislativa da Madeira, escusando-se a anunciar outros pormenores, ou a confirmar se o ex-presidente do CDS José Manuel Rodrigues será o próximo presidente do parlamento do arquipélago como tem sido anunciado em vários órgãos de comunicação social da região.

“Qualquer anúncio sobre pastas ou os lugares acho que deve ser feito pelo líder do maior partido da coligação, que é o PSD, o dr. Miguel Albuquerque, acho que não devo ser eu a fazê-lo”, insistiu.

Rui Barreto destacou que o cenário político atual na região “é uma coisa nova na Madeira, é um momento histórico na Madeira, é um momento de mudança segura” no arquipélago.

“Aquilo que sempre nos presidiu foi pensar na Madeira, nas futuras gerações, nos desafios do futuro, como é que podemos preparar a Madeira para que nos sintamos mais confortáveis”, argumentou, falando sobre o trabalho feito pelo grupo de delineou o acordo.

No seu entender, foi feito um trabalho que visa “colocar a Madeira acima do CDS e do PSD, foi um espírito saudável e positivo dos dois partidos”, deixando de haver um programa individual de cada força partidária, mas um projeto “da coligação para governar a Madeira até 2023”.

“Aquilo que se desenhou é um governo em que cada um sabe o seu papel, mas que estamos convocados todos para estarmos juntos e fazermos um bom governo em benefício da populações e, em 2023, o balanço seja: estamos melhor que em 2019”, concluiu.

Nas eleições legislativas na Madeira de 22 de setembro, o PSD ganhou sem maioria absoluta razão pela qual teve de se coligar com o CDS.

O PSD venceu as eleições legislativas, mas perdeu a maioria absoluta com que sempre governou a região autónoma, obtendo 56.449 votos e a eleição de 21 deputados.

A abstenção cifrou-se em 44,40% (114.805 eleitores).

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