"É preciso reduzir o peso da máquina governativa que é muito grande, muito pesada e a redução do peso da máquina governativa tem efeitos nos impostos", disse à agência Lusa Miguel Teixeira, que passou o dia de campanha junto das praias da zona sul da ilha da Madeira, para dar a conhecer o partido "de forma mais descontraída".

Nesse sentido, continuou, uma das propostas do Chega é a redução do número de deputados da Assembleia Legislativa dos atuais 47 para 22.

"Só isso são quase 3% do Orçamento da região", salientou, recordando que na Madeira existe o "jackpot, ou seja, um prémio dado aos partidos, em que cada partido recebe no final do ano por cada deputado 80 mil euros".

Insistindo que é necessário reduzir a "máquina do Estado", sobretudo "uma máquina que está cheia de gente inútil", Miguel Teixeira considerou que, dessa forma, será também uma forma de reduzir a influência sobre as pessoas.

Outra das propostas que o partido, que concorre pela primeira vez às regionais da Madeira, apresentou hoje junto da população foi a necessidade de "pôr os presos a trabalhar", porque essas pessoas têm um custo para os contribuintes.

"Os presos têm de pagar pelo crime que cometeram, mas não somos nós, os cidadãos, que temos de suportar o seu custo", defendeu, apontando a limpeza de estradas ou a construção civil como áreas em que os reclusos podem trabalhar.

As eleições legislativas regionais da Madeira decorrem em 22 de setembro, com 16 partidos e uma coligação a disputar os 47 lugares no parlamento regional.

PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPT, PCTP/MRPP, PPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTP, PURP, CDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR são as 17 candidaturas validadas para estas eleições, com um círculo único.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta - com que sempre governaram a Madeira - por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.

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