Numa nova sessão do Conselho de Segurança dedicada à guerra de Gaza, e na presença de vários ministros dos Negócios Estrangeiros árabes, além do chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi – todos eles a favor de um cessar-fogo permanente -, Erdan argumentou que “pedir um cessar-fogo e a paz é um paradoxo”.

“Quem apoia um cessar-fogo está basicamente a apoiar a continuação do reinado de terror do Hamas em Gaza”, avaliou o diplomata.

Num momento em que está em negociação precisamente a extensão da trégua com o Hamas, primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, alertou hoje que Israel regressará à guerra quando terminar a atual fase de libertação de reféns na Faixa de Gaza, uma vez que “não há forma” de parar a sua ofensiva militar no enclave.

Apesar das suas palavras sobre o cessar-fogo, o embaixador Erdan afirmou que “os valores de Israel para preservar a vida (humana) podem ser vistos no terreno neste momento em Gaza”.

“Israel demonstrou uma clara vontade de trabalhar com qualquer organização internacional para melhorar a situação”, defendeu.

No entanto, lamentou que a ONU tivesse preferido “cooptar aqueles que não têm interesse real numa solução” e acusou novamente a organização de “transformar cada uma das suas agências numa arma contra Israel”.

Momentos antes, o secretário-geral da ONU, António Guterres, havia denunciado uma “catástrofe humanitária épica” em curso em Gaza e salientou que o nível de ajuda que entra no enclave continua “completamente inadequado”.

O líder da ONU observou ainda que estão a decorrer negociações intensas para prolongar as tréguas em Gaza, movimento que “saudou vivamente”, mas reiterou os apelos por um “verdadeiro cessar-fogo humanitário”.

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