"Na área B2C (mercado residencial e pequenos negócios) irá manter os preços na atual carteira de clientes, a partir de 01 de janeiro de 2022", disse a energética espanhola em resposta à Lusa.

Referindo que "respeita sempre as condições contratuais negociadas com os clientes", a Endesa adianta que "a revisão será definida em conformidade com a evolução dos mercados".

A evolução dos preços da eletricidade no próximo ano resulta do impacto negativo da subida do preço nos mercados grossistas, que atingiu valores recorde este ano, e da redução das tarifas de acesso às redes para as famílias e pequenos negócios, que será de 52,2%, conforme anunciou o regulador em 15 de outubro.

Já em relação ao mercado empresarial, a Endesa refere que este "se rege por contratos 100% negociáveis". Assim, acrescenta, "todos os contratos que vierem a terminar no decorrer do ano de 2022 serão revistos em conformidade com a evolução dos mercados grossistas".

Neste contexto, a Endesa diz acreditar que o seu departamento empresarial está "à altura para encontrar ou trabalhar nas melhores soluções para que os seus clientes atuais ou futuros sintam o menor impacto no valor da sua fatura em 2022”.

De acordo com dados da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em setembro de 2021, o mercado livre representa mais de 86% do número total de clientes e cerca de 95% do consumo em Portugal Continental, exibindo um aumento de 1,2 pontos percentuais e de 0,4 pontos percentuais, respetivamente, relativamente ao peso relativo do mês homólogo. No mesmo mês, manteve a quase totalidade dos fornecimentos a grandes consumidores.

Em setembro, a Endesa manteve a quota de mercado em termos de clientes (de 7,9%), e de 17,4% em consumo abastecido, sendo o segundo operador depois da EDP Comercial.

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