Trump anunciou o acordo após um telefonema a três que teve com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu e com o rei do Bahrein, Hamad bin Isa al Khalifa, após o qual estes líderes emitiram uma breve declaração.

“Mais uma vitória histórica!”, escreveu Trump, na sua conta pessoal da rede social Twitter.

Netanyahu também já anunciou o acordo aos cidadãos de Israel, dizendo-se “comovido” por ter conseguido “um outro acordo de paz com outro país árabe, o Bahrein”.

“Este acordo soma-se à paz histórica com os Emirados Árabes Unidos”, disse Netanyahu, numa declaração em hebraico.

A normalização das relações de Israel com os aliados dos EUA no Médio Oriente, incluindo as ricas monarquias do Golfo, é um objetivo fundamental da estratégia regional de Trump, para conter as aspirações do Irão, que considera ser uma ameaça para a paz na região.

Bahrein e Israel compartilham a mesma hostilidade em relação a Teerão, que acusam de instrumentalizar a comunidade xiita contra a dinastia sunita, promovendo fins terroristas.

Durante uma visita do secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ao Bahrein, no final de agosto, o rei al Khalifa reafirmou que o seu país apoia a criação de um estado palestino, parecendo rejeitar implicitamente o apelo de Washington para o restabelecimento de relações com Israel.

Mas o acordo de hoje revela que o Bahrein está ao lado do plano norte-americano para a região, colocando de lado as reservas anteriormente indicadas.

O comunicado tripartido hoje divulgado especifica que o Bahrein participará numa cerimónia de assinatura do acordo, marcada para terça-feira, na Casa Branca, onde também estará presente Benjamin Netanyahu.

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