A manifestação dos estudantes vai ter início na Porta Férrea da Universidade de Coimbra, pelas 17:30, passando depois pela Rua Larga, Escadas Monumentais e Praça da República, terminando no edifício da associação, disse à agência Lusa o presidente da AAC, Alexandre Amado.

O protesto foi aprovado na assembleia magna de dia 01, com os estudantes a considerarem que há uma ausência de "respostas do Governo aos problemas sentidos" pelos alunos do ensino superior.

Os problemas, elencou Alexandre Amado, estão relacionados com a ausência de debate e propostas em torno da propina, a não revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) - que não é revisto "há 11 anos" -, o subfinanciamento das universidades e a necessidade de ser criado um regime geral de taxas e emolumentos.

Segundo este dirigente estudantil, as reivindicações que vão ser levadas para a manifestação vão depois ser enviadas ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, "na expectativa de uma resposta".

"Se não houver resposta, teremos que intensificar o processo" de luta, sublinhou.

Na altura da assembleia magna, em declarações à agência Lusa, o presidente da AAC frisou que, passados mais de dois anos da atual legislatura, os estudantes esperavam já registar "mudanças profundas" no ensino superior.

"Depois de datas e de compromissos falhados pelo Governo, não temos respostas e, quando há um relatório da OCDE que dá uma visão geral do ensino superior português, o Governo vem dar finalmente respostas, que acertam ao lado de alguns dos problemas dos estudantes", criticou Alexandre Amado.

Para o presidente da AAC, "a inversão tão anunciada do ciclo político, em questões de fundo, foi zero".

"As mudanças profundas que solucionam problemas do dia-a-dia dos estudantes ainda não chegaram e não se prevê que cheguem. No pacote legislativo anunciado, não é abordado nenhum dos problemas" que a AAC identifica, referiu.

No início do atual Governo, "foram tomadas algumas medidas paliativas para não se continuar no ritmo devastador em que se estava há dois anos, mas não há ciclo de mudança. É por isso que saímos à rua", explanou.

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