“Espero que os republicanos não sejam tão irresponsáveis e recusem aumentar o limite da dívida, isso seria totalmente inconcebível. Nunca foi feito antes”, disse Biden em declarações aos jornalistas antes de partir para a sua casa em Wilmington (Delaware), onde vai passar o fim de semana.

A liderança do Partido Republicano, tradicionalmente favorável à disciplina orçamental, opõe-se a uma suspensão do limite da dívida e instou os democratas a usarem um mecanismo legislativo que permite aprovar de forma excecional projetos com uma maioria simples.

Para aprovar uma lei no Senado são necessários 60 votos, mas atualmente os democratas só têm 50, o mesmo que os republicanos, pelo que seria necessário o apoio dos conservadores para evitar que os Estados Unidos não cumpram as suas obrigações quanto ao pagamento da dívida.

Esta situação ocorre porque o Governo gasta mais do que obtém através dos impostos federais. Só em 2021 espera-se que haja gastos de 5,8 biliões de dólares, quando as receitas ficam em 3,5 biliões, o que leva a um défice de 2,3 biliões, de acordo com o gabinete de orçamento do Congresso.

O Governo só pode emitir dívida até ao limite estabelecido pelo Congresso, que tem o poder de elevar esse teto se considerar que é conveniente.

Os Estados Unidos nunca tiveram de recorrer a uma suspensão de pagamentos da sua dívida soberana, mas estiveram perto de o fazer em 2011, com Barack Obama na Casa Branca.

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