Com 394 votos a favor e apenas um contra, a Câmara Baixa adotou este pedido que chegou semanas depois de Pyongyang ter realizado testes para ‘rockets’ intercontinentais e de mísseis, além de ensaios nucleares.

A Coreia do Norte saiu da lista de países patrocinadores de terrorismo — onde figuram o Sudão, Síria e Irão — em 2008, numa tentativa do então Presidente George W. Bush de negociar o desarmamento de Pyongyang.

Na lista de países patrocinadores de terrorismo, realizada pelo Departamento de Estado, já estiveram Cuba, Iraque, Líbia e Afeganistão.

A Câmara dos Representantes aprovou também, com 398 votos a favor e três contra, uma resolução que condena o programa norte-coreano para desenvolvimento de um míssil balístico intercontinental.

O Presidente da Câmara Baixa, Paul Ryan, disse que os dois textos aprovados refletem “medidas concretas” para que a Coreia do Norte preste contas das suas ações e criticou a política do ex-presidente Barack Obama para com Pyongyang, que classificou como “falhada”.

O pedido surge a menos de um mês de o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, presidir a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte.

Os Estados Unidos têm a presidência do Conselho de Segurança em abril, o que vai permitir ao Presidente Donald Trump expor as suas prioridades em matéria de política externa. A reunião sobre não-proliferação e a Coreia do Norte acontece a 28 de abril.

Trump participará na sua primeira cimeira com o Presidente chinês Xi Jinping na Florida esta semana, e a Coreia do Norte estará entre as prioridades.

Washington tem-se queixado que a China não está a tomar as medidas necessárias para ‘controlar’ a Coreia do Norte, que no ano passado realizou dois testes nucleares e mais de 20 testes com mísseis balísticos.

Quando estiver nas Nações Unidas, Tillerson deverá encontrar-se com o secretário-geral António Guterres, que tem manifestado preocupação com possíveis cortes dos Estados Unidos ao financiamento da organização mundial.

Um porta-voz da ONU indicou que decorrem negociações para organizar o primeiro encontro presencial entre Guterres e Tillerson, mas nada foi ainda agendado.

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