Os hackers conseguiram entrar na semana passada no sistema que controla os servidores e os acessos à internet da penitenciária do condado de Bernalillo, no Novo México, no sudoeste americano.

O ataque inclusive desativou brevemente as portas automáticas da prisão, forçando o pessoal a abrir e fechar as grades manualmente, quando os presidiários iam para o chuveiro ou caminhar.

"A falta de videovigilância suscita uma inquietação real para a segurança do pessoal e dos reclusos", quando estão fora das suas celas, refere um documento oficial, veiculado na imprensa.

Consequentemente, "os reclusos estão temporariamente nas suas celas" e privados de atividades, exceto para cuidados médicos.

O ciberataque não afetou apenas a prisão, mas também outros serviços públicos do condado de Bernalillo, o mais populoso do Novo México, na região de Albuquerque.

No comunicado de 10 de janeiro, o condado explicou aos seus cidadãos que continuava afetado por "problemas informáticos" relacionados com o ataque, que impedem, por exemplo, a entrega de certidões de casamento, a inscrição em listas eleitorais ou o registo de transações imobiliárias.

Consultadas pela AFP, as autoridades locais não responderam imediatamente. Nenhum detalhe sobre a identidade dos hackers ou a natureza das suas exigências foi divulgado.

Um sequestro informático (ou ransomware) consiste na introdução dos hackers na rede informática de uma instituição, da qual criptografam os dados. Os autores do ataque, em seguida, pedem aos responsáveis da empresa, organização ou administração o pagamento de um resgate em troca da senha para descriptografar.

Segundo relatório do Departamento do Tesouro americano, cerca de 590 milhões de dólares em resgates relacionados com este tipo de ataque foram registados no primeiro semestre de 2021 por estabelecimentos financeiros que operam nos Estados Unidos. O volume supera em 42% o montante registrado em todo o ano de 2020, o que ilustra a aceleração do fenómeno.

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