John Miller, comissário-adjunto da Polícia de Nova Iorque, defendeu, em conferência de imprensa, que o ataque ao Capitólio a 06 de Janeiro por apoiantes do Presidente cessante, Donald Trump, revelou a falta de instrumentos legais anti-terrorismo para as forças de segurança lidarem com as ameaças de grupos “domésticos”.

“Nós, americanos, temos sido muito reticentes (…) em interferir em atividades protegidas pela Constituição, mas creio que é preciso revermos a questão relativa aos grupos que operam nos Estados Unidos (…) com o fito de derrubar o Governo pela violência”, disse Miller, responsável pelo combate ao terrorismo na metrópole norte-americana.

Segundo o oficial de polícia, “deveria haver um articulado [legislativo] que contemplasse organizações terroristas domésticas”, mas a legislação actualmente existente no país está focada no “terrorismo internacional”, por organizações como a Al-Qaida ou Estado Islâmico.

Desde a invasão do Capitólio (sede do Congresso norte-americano), no passado dia 06 de janeiro, por apoiantes do Presidente cessante, vários elementos da administração ainda em funções decidiram renunciar, como foi o caso das secretárias dos Transportes e da Educação, Elaine Chao e Betsy DeVos, respetivamente.

Hoje, o diretor interino do Serviço de Imigração e Controlo de Fronteiras (ICE, na sigla em inglês), Jonathan Fahey, apresentou a sua demissão após duas semanas no cargo.

A demissão surgiu numa altura em que os Estados Unidos da América (EUA) estão a preparar a tomada de posse do Presidente eleito Joe Biden no próximo dia 20 de janeiro.

A saída de Jonathan Fahey surge poucos dias depois do secretário da Segurança Interna, Chad Wolf, ter anunciado igualmente a sua demissão, 14 meses após uma nomeação que não chegou a ser confirmada pelo Senado (câmara alta do Congresso norte-americano).

A investigação à invasão ao Capitólio já levou à detenção de 70 pessoas e identificação de 170 suspeitos, número que deverá continuar a subir, segundo as forças de segurança.

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