“Há uma coisa que é evidente, se há um ponto em que o Governo do PS e das extremas-esquerdas populistas antieuropeia, anti-euro e anti-NATO - PCP e BE -, se há um ponto em que eles falharam rotundamente foi o investimento e o crescimento, mas em particular a questão do investimento. E nós temos instrumentos importantes como o plano Juncker que podíamos estar a aproveitar muito melhor”, disse Paulo Rangel.

O eurodeputado social-democrata falava aos jornalistas num debate sobre o Futuro da Europa e o Plano Juncker, que contou com a presença do ex-primeiro-ministro e presidente do PSD, Pedro Passos Coelho.

“Num mundo e numa Europa que estão marcados pelo signo da instabilidade e da imprevisibilidade, é isso que nós temos para 2017, gostemos ou não, só há uma solução para o país e essa solução é promover o crescimento económico”, considerou, referindo que o debate que decorreu no Palácio da Bolsa foi um contributo do PSD para ajudar a encontrar soluções, por considerar que “só o crescimento poderá reduzir de alguma maneira a incerteza a que estamos sujeitos”.

Segundo Paulo Rangel, “o principal desafio na Europa é reduzir a incerteza, que neste momento é um desafio ocidental e global. Com as eleições em França, na Alemanha, na Holanda, provavelmente, na Itália, e na provável alteração na liderança das instituições europeias, toda a Europa estará num ciclo que só terminará por outubro/novembro, quando se realizarem as eleições alemãs”.

“E, portanto, não sabemos o que esperar, especialmente com a subida claríssima dos movimentos populistas, com o ‘Brexit’ [saída do Reino Unido da União Europeia] que terá o seu início de negociação e finalmente temos Donald Trump, que é o grande fator de imprevisibilidade”, sustentou.

Questionado pelos jornalistas, Paulo Rangel disse que “a sustentabilidade do euro não está em causa”, mas frisou que a prioridade neste momento para a Europa é a estabilização do sistema financeiro”.

“Portanto, uma crise na banca italiana é expectável, tem de ser rapidamente resolvida porque ela irá alastrar-se à Alemanha e terá um impacto muito sério sobre os países periféricos, entre os quais está Portugal, a Grécia e outros”, disse.

“Mesmo resolvendo a crise italiana, a desconfiança sobre os países periféricos vai aumentar. Com o tipo de políticas que tem feito [o primeiro-ministro] António Costa e os partidos da extrema-esquerda, a vulnerabilidade e fragilidade de Portugal é enorme. Estamos naquelas águas calmas, no tempo muito calmo, que por vezes antecede as tempestades. E é justamente para tentar prevenir esta tempestade que estamos aqui a fazer esta reflexão hoje”, sublinhou.

Com o debate, cuja organização esteve a cargo do Paulo Rangel e José Manuel Fernandes, o objetivo “não é apenas fazer oposição”.

“É servir o país, sem retórica, sem ataques pequenos, sem a mesquinhez que vemos, sem essa revisão da historia a que infelizmente estamos a assistir diariamente no panorama político português, promovido pelo Governo e pelo seu suporte que, como eu digo, nunca se esqueçam, todos falam do populismo, mas o populismo está entre nós, está no BE e no BE”, acrescentou.

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