Entre as 15:30 e as 16:00, João Ferreira e a caravana de campanha eleitoral que junta comunistas e ecologistas distribuíram panfletos de propaganda aos funcionários que iam terminando a respetiva jornada de trabalho, ouvindo queixas e reivindicações e alguns cumprimentos de apoio.

"Bom descanso, mais força à CDU para valorizar o trabalho", repetiu incessantemente o eurodeputado da CDU. Meia hora antes tinha sido a vez da eurodeputada e recandidata do BE, Marisa Matias, e sua comitiva terem estado à frente dos mesmos torniquetes para saudar os trabalhadores e distribuir jornais de campanha à entrada de um dos turnos.

O início desta ação bloquista foi mesmo antecipado em cerca de 15 minutos para terminar sem coincidir com a iniciativa da CDU, não tendo havido assim contacto direto entre as duas comitivas.

"A produção e criação de riqueza não é incompatível com a valorização do trabalho e dos trabalhadores. Tem sido possível, aqui nesta empresa, fruto da luta dos trabalhadores, valorizar salários, avançar no plano dos direitos e combate à precariedade", afirmou João Ferreira.

Contudo, segundo o candidato comunista, "há ainda, na empresa e conjunto do parque industrial, níveis de precariedade assinaláveis".

"Temos um tipo de trabalho particularmente penoso, uma forte prevalência de turnos, muitos trabalhadores a queixarem-se de trabalhar por turnos ou ao domingo. Queremos Instituir à escala europeia do princípio do não-retrocesso para haver avanços do ponto de vista civilizacional. Não defendemos uma sociedade em que a precariedade e a instabilidade estão generalizadas. Não é um modelo de sociedade que possamos aceitar e por isso lutamos por outro", disse.

O eurodeputado e vereador em Lisboa defendeu que o progresso científico e tecnológico deve servir formas para aliviar os horários trabalho e permitir a "compatibilização entre vida familiar e vida profissional, tirando em setores de atividade que deem resposta a necessidades sociais imperativas" e requeiram o trabalho "por turnos ou aos fins-de-semana".

João Ferreira advogou ainda a necessidade de "aumentar o grau de incorporação de peças e produtos de produção nacional" na produção automóvel global da fábrica de Palmela.

"Fizemos tudo o que era possível e continuaremos a fazer. Andamos aqui [na Autoeuropa] e não apenas quando há eleições, com alguma regularidade", garantiu ainda.

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