Francisco Assis assumiu estas posições geoestratégicas na sessão de abertura da Convenção Europeia do PS, num discurso em que se referiu às consequências da queda do muro de Berlim na consolidação do projeto europeu.

"Hoje a Alemanha é tão mais forte do que os outros países europeus que corremos o risco de uma germanização da Europa. Esse é verdadeiramente um dos problemas com que estamos confrontados", disse, apesar de ter salientado o seu "imenso respeito" pela democracia alemã.

Em relação ao futuro da União Europeia, o cabeça de lista socialista nas europeias de 2014 sustentou que a França se enfraqueceu, que há a perspetiva da saída do Reino Unido e que os Estados Unidos, com o Presidente Trump, afastaram-se da Europa.

"Temos de alterar a relação com as nossas fronteiras. É errada a relação que temos com a Rússia, que não é europeia, mas também não é alheia ao destino deste continente. A Rússia é um parceiro com quem nós temos de melhorar as relações, até porque se trata de um país que historicamente foi sempre essencial no equilíbrio europeu", advogou.

Ou seja, segundo Francisco Assis, a União Europeia "não pode ter a Rússia como sua adversária, porque é vizinha e partilha de muitos dos seus valores".

"Basta conhecer a literatura russa para percebermos que essa é um erro que estamos a cometer", acrescentou.

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