Ao longo de pouco mais de três minutos, o vídeo vai mostrando os convidados a dirigirem-se aos “senhoras e senhores deputados”, pedindo que “quando chegar o final” da sua vida tenham “poder de decidir não sofrer mais”, por exemplo.

Pelas imagens, aparecem, entre outros, Rita Blanco, José Luís Peixoto, Sérgio Godinho, Teresa Pizarro Beleza, Eurico Reis, António Pedro Vasconcelos, Júlio Machado Vaz, Fausto Bordalo Dias, Eurico Reis, Ana Drago e João Semedo, um dos impulsionadores do projeto de lei do Bloco de Esquerda.

Pilar del Rio, mulher de José Saramago, afirma, no vídeo, que “despenalizar a eutanásia é um sinal de respeito social e democrático”.

Outro dos argumentos usados é que regular a eutanásia “não é liberalizar a morte assistida”, mas sim “aceitar a decisão do doente e permitir assistir a morte desta pessoa para evitar uma prolongada agonia!”.

Quatros projetos de lei para despenalizar e regular a morte medicamente assistida em Portugal vão ser debatidos e votados, na generalidade, em 29 de maio na Assembleia da República.

O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) foi o primeiro a apresentar um projeto, ainda em 2017, seguido pelo Bloco de Esquerda (BE), pelo PS e pelo Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).

Todos os diplomas preveem que só podem pedir, através de um médico, a morte medicamente assistida pessoas maiores de 18 anos, sem problemas ou doenças mentais, em situação de sofrimento e com doença incurável, sendo necessário confirmar várias vezes essa vontade.

PSD e CDS-PP já admitiram, no passado, a realização de um referendo sobre o tema da morte medicamente assistida, hipótese que o PS afasta.

O novo presidente do PSD, Rui Rio, é, pessoalmente, favorável à despenalização da eutanásia e contra o referendo, embora admita que o partido discuta a questão da consulta popular. O PCP ainda não tomou posição sobre esta matéria.

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