Rui Rio prestava declarações aos jornalistas na Assembleia da República, após a aprovação, na generalidade, de cinco projetos de lei para despenalizar a morte medicamente assistida, numa votação em que houve liberdade de voto na bancada do PSD e, no seu caso, votou favoravelmente todos os diplomas.

Interrogado pela comunicação social sobre qual o espaço vai o PSD dar aos seus deputados que pretendem propor um referendo sobre esta matéria, Rui Rio respondeu: "Acha que eu vou alimentar uma coisa dessas? Não vou, naturalmente, alimentar essas notícias que vocês andam a dar".

Questionado se este vai ser um tema na agenda da próxima reunião do grupo parlamentar do PSD, ao qual preside, e sobre o motivo pelo qual não defende um referendo, deu a mesma resposta: "Não vou alimentar isso neste momento".

Quanto ao debate e votação de hoje, o presidente do PSD considerou que "decorreu de uma forma excecionalmente elevada" e que "o parlamento, todo ele, e os deputados, todos eles, sem exceção, tiveram aqui um comportamento digno".

"Acho que este debate hoje prestigiou o parlamento", reforçou.

Rui Rio assinalou que na bancada do PSD "toda a gente votou rigorosamente como entendia" e que foi dada "voz a quem defende o sim e voz a quem defende o não".

O deputado do PSD e antigo presidente da Juventude Social Democrata (JSD) Pedro Rodrigues anunciou na terça-feira à agência Lusa que, em conjunto com outros colegas de bancada, tenciona avançar com uma iniciativa de referendo sobre a despenalização da eutanásia, da qual será o primeiro subscritor.

Na quarta-feira, o primeiro vice-presidente da bancada do PSD, Adão Silva, qualificou esta iniciativa como um "exercício inconsequente" e assegurou que não será agendada se não estiver articulada com a direção do partido.

Na semana passada, o presidente e líder parlamentar do PSD, Rui Rio, afirmou que um referendo "não está em cima da mesa" nesta altura e que só no final do processo parlamentar se verá "se a sociedade o quer".

A Assembleia da República aprovou hoje, na generalidade, projetos de lei de PS, BE, PAN, PEV e Iniciativa Liberal para despenalização da morte medicamente assistida, seguindo-se agora um processo de debate na especialidade, em comissão parlamentar.

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