O ex-procurador já tinha sido condenado em 09 de maio de 2018, mas, por ordem da Relação do Porto e por uma questão formal, o Tribunal de São João Novo, naquela cidade, teve de reapreciar hoje o caso, confirmando exatamente a mesma punição.

O arguido devolveu, entretanto, 15 mil euros, mas o coletivo de juízes entendeu não se tratar de uma circunstância atenuante, uma vez que o valor global, de 64 mil euros, já deveria ter sido restituído.

A acusação refere que durante sete anos, entre 2003 e 2010, o arguido se fez passar por advogado e representou duas empresas, uma de produtos de beleza e outra de eletrónica, em Gondomar, distrito do Porto, desviando mais de 60 mil euros dos processos em que estava envolvido.

O arguido apresentou requerimentos e tratou de assuntos em 40 processos sem ter cédula profissional, nem estar inscrito na Ordem dos Advogados.

O dinheiro que desviou era relativo a cobranças que deveria interpor contra os devedores das empresas, pertencentes a um amigo seu, sustenta.

Em vez de firmar acordos com os devedores e voltar a entregar o dinheiro às empresas, o arguido ficava com ele, refere a acusação.

Porque o seu tempo é precioso.

Subscreva a newsletter do SAPO 24.

Porque as notícias não escolhem hora.

Ative as notificações do SAPO 24.

Saiba sempre do que se fala.

Siga o SAPO 24 nas redes sociais. Use a #SAPO24 nas suas publicações.