Fábio Coentrão, de 31 anos, esteve hoje a prestar declarações, por videoconferência, no julgamento do ataque à Academia do Sporting, em Alcochete.

"Sou jogador de futebol reformado”, disse Fábio Coentrão, quanto questionado sobre qual a sua profissão.

Coentrão formou-se no Rio Ave e na época 2007/08 transferiu-se para o Benfica. Nas primeiras épocas, o então extremo acabou por ser emprestado ao Nacional e aos espanhóis do Saragoça.

Em 2009/10, Fábio Coentrão recuou para lateral esquerdo e afirmou-se na equipa ‘encarnada’, apontando três golos em 45 jogos, com o Benfica a sagrar-se campeão nacional.

Na época seguinte, voltou a manter o estatuto e foi chamado em 45 jogos, marcando cinco golos. No final da temporada transferiu-se para os espanhóis do Real Madrid a troco de 30 milhões de euros.

Fábio Coentrão esteve nos ‘merengues’ seis épocas, com um empréstimo aos franceses do Mónaco pelo meio, conquistando duas Liga dos Campeões, dois Mundiais de Clubes, uma Supertaça europeia, duas Ligas espanholas, uma Supertaça de Espanha e uma Taça do Rei.

Em 2017/18, regressou a Portugal para jogar no Sporting, tendo sido opção em 44 jogos, marcando um golo. Na época seguinte assinou pelo Rio Ave, num regresso a casa, tendo jogado em 23 jogos.

O internacional português em 52 ocasiões está sem clubes desde o fim da temporada passada.

Fábio Coentrão assume ter falado com Bruno de Carvalho após invasão à academia

Fábio Coentrão tornou-se hoje o primeiro jogador a admitir ter falado com o então presidente Bruno de Carvalho, “ainda que de forma breve”, quando este chegou à academia, após a invasão por um grupo de adeptos.

“Falamos no corredor, e ele [Bruno de Carvalho] disse: ‘Isto é uma vergonha, isto não pode acontecer’”, afirmou Fábio Coentrão, que está sem clube desde o final da última época, na 23.ª sessão do julgamento da invasão à academia do Sporting, em Alcochete.

Entre os vários jogadores que têm sido ouvidos no tribunal da Monsanto, alguns afirmaram não ter querido falar com o presidente depois do ataque e outros não falaram sobre o assunto.

Fábio Coentrão, de 31 anos, disse ter tido a sensação de que o presidente Bruno de Carvalho “estava com os jogadores”, quando convocou o plantel para uma reunião no dia seguinte à derrota dos ‘leões’ frente ao Marítimo, que afastou o clube do segundo lugar da Liga e da Liga dos Campeões.

“Na reunião, o presidente disse: ‘Vocês são como uns filhos para mim, trato-vos como filhos’”, afirmou o futebolista, que “estava na casa de banho”, quando um grupo de 30 ou 40 adeptos invadiu a academia, em 15 de maio de 2018.

Fábio Coentrão, que admitiu ser próximo dos líderes das claques, considerou que Fernando Mendes, antigo líder da Juventude Leonina, “desrespeitou a equipa no aeroporto da Madeira”, onde foi pedir satisfações pela derrota.

O julgamento da invasão à academia, que decorre no tribunal de Monsanto, em Lisboa, prossegue na sexta-feira, com a audição do futebolista William de Carvalho, um dos capitães da equipa, à data dos factos, e do antigo ‘team manager’ André Geraldes.

O processo tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Bruno de Carvalho, à data presidente do clube, ‘Mustafá’, líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados, como autores morais, de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Os três arguidos respondem ainda por um crime de detenção de arma proibida agravado e ‘Mustafá’ também por um crime de tráfico de estupefacientes.

Aos arguidos que participaram diretamente no ataque à academia, o Ministério Público imputa-lhes a coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Estes 41 arguidos vão responder ainda por dois crimes de dano com violência, por um crime de detenção de arma proibida agravado e por um crime de introdução em lugar vedado ao público.

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