O fado "Com Que Voz", com letra de Luís de Camões e música de Alain Oulman, será acompanhado pela projeção de várias imagens da vida de Amália Rodrigues (1920-1999).

No voto que será apresentado pelo presidente da Assembleia da República, que vai ser lido na sessão plenária desta tarde no parlamento, Ferro Rodrigues considera que "celebrar Amália Rodrigues é reconhecê-la como génio musical complexo, em todas as suas facetas - de fadista, criadora e poeta -, sem falsos unanimismos nem retratos simplistas e ficcionados, incompatíveis com a liberdade com que sempre viveu".

"Amada pelo público, era ao povo e à arte que Amália dedicava a sua lealdade, o que lhe proporcionou uma história íntegra e apaixonante. E se o fado lhe deve o reconhecimento como Património Imaterial da Humanidade, Portugal deve-lhe a maior homenagem, que é a preservação e a divulgação da sua magnífica obra, muito além das casas de fado, onde continuará a viver no amor de muitas gerações de fadistas", sustenta Ferro Rodrigues no seu voto de saudação.

O presidente da Assembleia da República defende depois que Amália Rodrigues, "mais do que uma extraordinária voz, despertou a admiração mundial e acordou o mundo para o fado".

Após a leitura deste voto de saudação e na presença de familiares de Amália Rodrigues, de representantes da Fundação Amália Rodrigues e do coordenador do grupo de trabalho para as comemorações do centenário do nascimento da fadista, será então ouvido o fado na sala de sessões da Assembleia da República.

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