A missão do FMI teve início no passado dia 08 com contactos com as autoridades da Guiné-Bissau para analisar a situação económica e as condições para negociar um programa financeiro.

A primeira parte da missão realizou-se de forma virtual e a segunda parte, presencial, teve início em 14 de novembro.

Em declarações na quinta-feira, após um encontro com o chefe de Estado, Umaro Sissoco Embaló, o chefe da missão, José Gijon, disse que o objetivo da visita do FMI é a negociação de um programa financeiro com a Guiné-Bissau para os próximos anos.

Segundo o primeiro-ministro guineense, Nuno Gomes Nabiam, o Governo tem implementado esforços de “gestão rigorosa dos fundos públicos, na disciplina orçamental e na contenção ponderada das despesas, bem como nas medidas de controlo e transparência na execução orçamental”.

Mas, salientou o primeiro-ministro, as medidas de austeridade “visam criar um quadro propício para que o FMI e o Governo guineense possam efetivamente fechar em janeiro de 2023 um programa financeiro, que vai permitir ao país receber uma injeção de capital para financiar a economia e vários projetos de desenvolvimento”.

O programa financeiro deverá ser assinado em janeiro de 2023 e terá o valor de 37 milhões de dólares (35,7 milhões de euros), a ser desembolsado durante os próximos três anos.

O FMI anunciou em junho que iria retomar brevemente a assistência financeira à Guiné-Bissau no âmbito da Facilidade de Crédito Alargado e destacou no âmbito das consultas do artigo IV que a gestão orçamental sustentável é uma “prioridade” e que a consolidação orçamental deve continuar em 2022 para “conter o elevado risco” de aumento da dívida pública.

No mais recente relatório sobre as Previsões Económicas Mundiais, divulgado em outubro, o FMI prevê para 2022 na Guiné-Bissau um crescimento económico de 3,8% e de 4,5% em 2023.

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