“A FANB empenha-se mais do que nunca à sua missão constitucionalmente atribuída, declara o seu incondicional apoio e lealdade ao nosso comandante supremo e reitera o compromisso histórico de defender a soberania e independência nacional”, afirma-se num comunicado divulgado pela FANB, lido pelo ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino.

No texto, as Forças Armadas venezuelanas defendem que a administração norte-americana, “no âmbito da sua política intervencionista e imperialista”, assume poderes extraterritoriais que violam de forma flagrante princípios elementares princípios do direito internacional”.

O comunicado acrescenta que o objetivo norte-americano é “destruir a imagem do poder executivo nacional” e debilitar as instituições, a governabilidade e a estabilidade do país.

Padrino sublinhou que a Venezuela não recebe ordens nem aceita “ameaças de potências e impérios estrangeiros” e garantiu que as forças armadas defenderão “a qualquer custo” os interesses do povo venezuelano.

Os EUA impuseram na segunda-feira sanções jurídicas e financeiras sem precedentes contra o Presidente venezuelano, congelando os seus bens e classificando-o de “ditador”, em resposta à eleição de domingo de uma Assembleia Constituinte em clima de violência.

De acordo com o Ministério Público venezuelano, pelo menos dez pessoas morreram, na sequência de confrontos, durante a jornada eleitoral para a Assembleia Constituinte, promovida pelo Presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e boicotada pela oposição.

A convocatória para a eleição foi feita a 1 de maio pelo Presidente, Nicolás Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

A oposição venezuelana acusa Nicolás Maduro de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.

O Presidente da Venezuela anunciou na segunda-feira que a nova Assembleia Constituinte vai ser usada para promover o diálogo e a paz nacional, acabar com a sabotagem opositora, a guerra económica e reestruturar o Ministério Público.

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