As tropas do regime sírio de Bashar al Assad, com o apoio da aviação russa, conseguiram reconquistar Palmira, conhecida como a "Pérola do Deserto", neste fim de semana.

Durante a ocupação, o Daesh cometeu uma série de atrocidades contra o sítio arqueológico, incluindo a destruição dos templos de Bel e de Balshamin, de torres funerárias e do seu célebre Arco do Triunfo.

Veja as fotos recentes de Palmira:

"Estávamos assustados com a ideia de entrar na cidadela e ver tudo completamente destruído", disse à AFP um militar sírio que pediu para não ser identificado. "Tínhamos medo, mas quando entrámos sentimos um grande alívio".

O diretor-geral de Antiguidades e Museus da Síria, Mamoun Abdelkarim, disse à AFP que "a paisagem geral revela um bom estado" e que Palmira "voltará a ser como antes".

Abdelkarim ficou surpreso por ver em estado quase intacto várias ruínas, como a ágora, o teatro romano e as muralhas da cidadela, que sofreram apenas pequenos danos. "Era o diretor de Antiguidades mais triste do mundo e agora sou o mais feliz".

O presidente Bashar al Assad classificou como um "importante sucesso" a libertação de Palmira, cidade cujas ruínas são consideradas património mundial da Unesco.

Soldaros sírios e russos, acompanhados de milicianos, caminhavam aliviados neste domingo entre as famosas ruínas com mais de 2 mil anos, mas persistia o receio de possíveis explosivos escondidos no sítio arqueológico.

Já a cidade moderna de Palmira - onde viviam 70 mil pessoas - não teve a mesma sorte. Houve prédios destruídos e casas que ficaram em ruínas na feroz batalha que precedeu a sua queda. Palmira parece uma cidade fantasma depois de quase todos os seus habitantes terem fugido dos bombardeamentos dos últimos dias.

Cidade moderna de Palmira

A tomada de Palmira é a vitória mais importante do regime de Assad sobre o EI desde a entrada da Rússia, em setembro passado, na guerra síria.

Um video gravado por um drone, divulgado na passada sexta-feira, mostrava imagens aéreas da cidade e dos combates ainda em curso:

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