Após dois dias de votação, e segundo os números do Gabinete Eleitoral Central, apenas participaram cerca de 20,41% dos 19 milhões de cidadãos convocados às urnas, muito abaixo dos 30% necessários para validar uma consulta que foi apoiada pelo Partido Social-Democrata (PSD, no poder) e pela Igreja ortodoxa.

A consulta procurava impor uma emenda constitucional para que o casamento não fosse definido, como até agora, como a união entre duas pessoas, mas entre um homem e uma mulher, com o objetivo de vetar uma futura legalização dos casamentos homossexuais.

O referendo, aprovado pela câmara baixa do parlamento no dia 12 de setembro, resultou de uma “iniciativa cidadã” de várias associações próximas da igreja ortodoxa, que afirmam terem recolhido três milhões de assinaturas. A população do país é de cerca de 19 milhões.

Os opositores da lei consideravam que esta nova linguagem constitucional é uma tentativa mesquinha de fazer as pessoas Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgéneros (LGBT) sentirem-se ainda mais cidadãos de segunda classe.
Para a associação Accept, que defende os direitos das minorias sexuais, com o seu voto “o parlamento romeno faz da homofobia um valor de Estado e sacrifica a proteção constitucional de numerosas famílias”.

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