A cronologia dos ataques terroristas em França tinha, até ontem, dois grandes marcos: o ataque ao jornal Charlie Hebdo, em Janeiro de 2015, e os atentados de Paris, em Novembro também do ano passado. Ontem, em Nice, juntou-se mais uma data negra a uma cronologia que todos querem interromper.

De 7 a 9 de janeiro de 2015

Os irmãos Said e Cherif Kouachi mataram 12 pessoas a 7 de janeiro na sede do semanário satírico francês Charlie Hebdo, em Paris. Entre as vítimas estavam o diretor da publicação, vários dos seus cartoonistas e dois polícias. Após dois dias em fuga, os atacantes acabaram entrincheirados numa empresa nos arredores da capital francesa e foram executados pelas forças de segurança.

A 8 de janeiro, Amedy Coulibaly matou um polícia e feriu um agente municipal em Montrouge, ao sul do País. E, um dia depois, fez reféns os clientes e funcionários de um supermercado judaico da capital francesa, matando quatro pessoas. Foi abatido durante o ataque, pouco depois da morte dos irmãos Kouachi.

O ataque ao Charlie Hebdo foi reivindicado pela Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) e o ataque realizado por Amedy Coulibaly foi assumido pelo grupo Estado Islâmico (EI).

3 de fevereiro de 2015:

Em Nice, três militares que faziam guarda em frente a um centro da comunidade judaica foram agredidos com faca. O assaltante, Moussa Coulibaly, de 30 anos, foi rapidamente capturado. Já detido, expressou o seu ódio à França, aos militares e aos judeus.

19 de abril de 2015:

Sid Ahmed Ghlam, estudante argelino de informática, foi detido em Paris por, supostamente, ter matado uma mulher e por preparar um atentado contra uma igreja de Villejuif, nos arredores do sul de Paris. O suspeito, que tinha em sua posse armas de guerra, estava sinalizado pelos serviços de informação por se ter convertido ao islão radical. Além disso, confessou ter planeado outras ações.

26 de junho de 2015:

Yassin Salhi matou e decapitou o seu chefe Hervé Cornara antes de tentar o ataque à fábrica onde trabalhava, a Air Products de Saint-Quentin-Fallavier, atirando com uma camionete contra cilindros de gás. Acabou detido.

13 de julho de 2015:

Quatro jovens de 16 a 23 anos, entre eles um militar, foram presos como suspeitos de planear o ataque ao campo militar de Fort Béar e a decapitação gravada de um oficial em nome da Jihad (guerra santa). Todos declararam lealdade ao EI.

21 de agosto de 2015:

Dois militares americanos de férias neutralizaram um homem armado que abriu fogo a bordo de um comboio de alta velocidade, que fazia a ligação entre Amsterdão e Paris. Duas pessoas ficaram feridas, uma com ferimento de bala e a outra de arma branca. O atacante, um jovem marroquino, foi detido.

13 de novembro de 2015:

A França sofreu dos piores atentados de sua história, que envolveram, pela primeira vez, terroristas suicidas. Os atentados tiveram lugar em vários locais de Paris, desde a casa de espectáculos Bataclan, a vários bares e restaurantes do centro da capital, assim como os arredores do Stade de France, situado mais a norte, em Saint-Denis. Um total de 130 pessoas morreram, principalmente jovens, e mais de 350 ficaram feridas. O EI reivindicou os ataques.

7 de janeiro de 2016:

Um homem armado com uma arma branca e um cinturão falso de explosivos foi abatido após gritar "Allahu Akbar" enquanto se aproximava de uma esquadra no norte de Paris. O atacante tinha consigo uma reivindicação manuscrita em árabe, na qual jurava lealdade ao chefe do EI.

13 de junho de 2016:

Um extremista de 25 anos matou um polícia em Magnanville, no nordeste de Paris, à porta de sua casa, assassinando depois a mulher do polícia já no interior da residência. Agentes da unidade de élite da polícia francesa executaram Larossi Abdalla, que tinha reivindicado sua acção nas redes sociais em nome do EI.

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