“O Presidente da República indicou que a França apoia plenamente a escolha soberana da Finlândia para aderir rapidamente à NATO”, indicou o Eliseu, após uma troca de mensagens entre o Presidente francês, Emmanuel Macron, e o seu homólogo finlandês, Sauli Niinistö.

O Presidente e a primeira-ministra da Finlândia disseram hoje que são favoráveis à adesão do país à Aliança Atlântica.

A decisão deve ser anunciada oficialmente no próximo domingo em Helsínquia.

A Rússia reagiu avisando a Finlândia de que será forçada a tomar medidas de retaliação, “tanto técnico-militares como outras”, se violar as suas obrigações jurídicas internacionais e aderir à NATO.

“A adesão da Finlândia à NATO causará sérios danos às relações bilaterais Rússia-Finlândia (…). A Rússia será forçada a tomar medidas de retaliação, tanto técnico-militares como outras, a fim de pôr termo às ameaças à sua segurança nacional que surjam a este respeito”, lê-se num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

Já o secretário-geral da NATO, o norueguês Jens Stoltenberg, saudou a vontade demonstrada pela Finlândia em integrar a Aliança Atlântica, garantindo um processo de adesão “tranquilo” e rápido.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, elogiou a disponibilidade do país nórdico para aderir à NATO, numa conversa telefónica com o seu homólogo finlandês, Sauli Niinistö.

Também a União Europeia, através do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, reagiu, considerando que será “um passo histórico” que contribuirá para a segurança na Europa.

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