“Até ao momento foram capturados oito cidadãos marroquinos” que participaram na fuga do quartel de Tavira onde aguardavam pela aplicação da ordem judicial de afastamento do território nacional, adiantou.

Segundo a mesma fonte, o oitavo elemento foi detetado depois das 17:00 em Castro Marim, localidade que faz fronteira com Espanha e que dista cerca de 30 quilómetros do quartel do destacamento de Tavira do regimento de infantaria n.º 1 do exército.

As autoridades continuam à procura dos restantes nove elementos que ainda se encontram evadidos e que integravam o grupo de 24 migrantes que estavam no quartel de Tavira, em quarentena, depois de dois terem testado positivo à covid-19.

A mesma fonte acrescentou hoje de manhã que as autoridades policiais já tinham localizado dois cidadãos e que um deles tinha sido transportado para o Hospital de Faro, depois de se ter ferido num pé durante a fuga, enquanto o outro se encontrava nas instalações da PSP de Tavira.

O grupo que em 16 de setembro desembarcou sem documentos na ilha Deserta, em Faro, era composto por 28 migrantes: 24 homens, que estavam instalados no quartel em Tavira, três mulheres, uma delas grávida, e um menor.

As três mulheres foram instaladas na Unidade Habitacional de Santo António, no Porto, enquanto o menor foi entregue ao Tribunal de Família e Menores de Faro.

O ministro da Administração Interna pediu, entretanto, a abertura de um inquérito à fuga dos migrantes, para apurar “as circunstâncias da referida fuga e de eventuais responsabilidades disciplinares de elementos” do SEF e da PSP.

A embarcação em que os 28 migrantes chegaram à ilha tem cerca de sete metros e é semelhante às usadas nos outros cinco desembarques ilegais registados na região desde dezembro.

Este foi o sexto de desembarque ilegal na costa algarvia envolvendo migrantes do Norte de África.

O anterior tinha acontecido em julho, quando um grupo de 21 homens, alegadamente marroquinos, desembarcou na ilha do Farol, também no concelho de Faro.

(Notícia atualizada às 18:55)

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