O caixão dourado com o corpo de Floyd foi escoltado para a igreja pela polícia de Houston e no exterior o tempo foi colocado um grande arranjo floral com as letras BLM, referente ao lema dos protestos contra o racismo e a brutalidade policial dos últimos dias: “Black Lives Matter” (as vidas negras importam).

O corpo ficará em câmara ardente durante seis horas e as pessoas que quiserem prestar-lhe uma última homenagem terão de usar máscara e luvas para prevenir o contágio por covid-19.

O funeral de Floyd será na terça-feira em Houston, cidade onde cresceu, seguido do enterro no cemitério Houston Memorial Gardens, no subúrbio de Pearland, onde ficará ao lado da mãe, Larcenia Floyd.

George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.

A sua morte inspirou protestos nos Estados Unidos e em todo o mundo e chamou uma vez mais a atenção para o modo como a polícia e o sistema de justiça norte-americanos tratam os afro-americanos.

O ex-vice-presidente Joe Biden deverá deslocar-se a Houston para se encontrar com a família de Floyd e disponibilizará uma mensagem em vídeo para o funeral, disse no domingo um assessor do provável candidato democrata às presidenciais dos Estados Unidos.

O assessor, que não quis ser identificado, indicou que Biden não deve assistir ao funeral.

O caixão de Floyd já pôde ser visto em Minneapolis e em Raeford (Carolina do Norte), perto do local onde nasceu. No tributo em Minneapolis, na quinta-feira, os presentes estiveram em silêncio durante oito minutos e 46 segundos, o tempo que o Ministério Público diz que Floyd esteve preso ao chão sob o joelho do polícia.

Floyd cresceu numa zona de Houston chamada Third Ward e era um conhecido jogador de futebol americano no secundário além de ter colaborado como ‘rapper’ com o famoso músico local DJ Screw. Mudou-se para Minneapolis há vários anos para procurar trabalho.

O seu rosto aparece agora num mural no seu antigo bairro e o seu nome foi cantado por dezenas de milhares na semana passada numa marcha de protesto no centro de Houston.

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