Embora o pré-registo já esteja aberto, o Gig Club vai estar disponível ‘online’ a partir de quarta-feira, com atividade no Porto e em Lisboa, por enquanto, tendo a intenção de se expandir a Madrid, Barcelona, Londres e Berlim, segundo o comunicado da organização, que quer realizar uma média de um concerto por mês, além de atividades adicionais como festas para escuta de discos em antestreia e concertos em locais secretos, só divulgados em cima da hora.

Em declarações à Lusa, o fundador do Gig Club, João Afonso, explicou que a ideia se formou por, “enquanto melómano”, querer ver concertos de bandas emergentes que não tinham palco onde atuar face à falta de vontade de arriscar por parte de quem programa.

“O problema não é do público, é dos promotores não conseguirem chegar a esse público, e comecei a pensar em como seria criar um canal para promover o concerto de uma banda menos conhecida”, afirmou João Afonso, que refere que o objetivo do projeto é alcançar 4.000 sócios em Lisboa e no Porto, nos primeiros seis meses de vida do Gig Club.

Os subscritores terão de pagar 50 euros por cidade ou 80 euros para acesso a concertos em todas as cidades da rede, neste caso Lisboa e Porto, estando previsto o envolvimento de salas como o Lux, o MusicBox e o Lisboa ao Vivo, na capital, e o Hard Club e o Pérola Negra, no Porto. O preço da subscrição anual garante um bilhete gratuito e descontos nas demais entradas, além de outros privilégios.

“Os concertos normais de agenda vão ser anunciados regularmente, vamos dar primazia aos nossos sócios, só depois sairá cá para fora [para o público em geral] e depois os concertos secretos serão em locais inusitados”, explicou João Afonso.

Os primeiros concertos a anunciar pelo novo projeto são os da canadiana Jessy Lanza (23 e 24 de janeiro, no Porto e em Lisboa, respetivamente), da banda Low Roar (12 e 13 de fevereiro, em Lisboa e Porto) e o regresso a Portugal do saxofonista norte-americano Kamasi Washington (10 e 11 de maio, no Porto e em Lisboa).

Quanto ao universo musical no qual se pretendem mover, João Afonso refere que há “abertura para programar em diversas vertentes”, em particular abrangendo o jazz, eletrónica, a world music e “o chamado indie”.

“Sabemos que estamos a correr alguns riscos, em especial no primeiro ano. [Mas nas] primeiras bandas não estamos a arriscar tanto quanto isso”, referiu o fundador do projeto.

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