A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Adebahr, disse hoje que o Governo "espera que ele melhore em breve e recupere completamente".

Outros ativistas do mesmo grupo dizem que Verzilov, que cumpriu 15 dias de prisão após uma invasão de campo durante a final do campeonato mundial de futebol da Rússia, foi envenenado.

O ativista foi no sábado transferido de um hospital de Moscovo para Berlim para ser tratado.

Adebahr disse hoje que o Governo alemão tinha sido informado antecipadamente dos planos de transferir Verzilov para Berlim, mas escusou-se a esclarecer se o ministro dos Negócios Estrangeiros, Heiko Maas, discutiu o assunto com o homólogo russo, Sergey Lavrov.

O hospital Charite de Berlim deverá dar na terça-feira informações sobre o estado de Verzilov.

Piotr Verzilov, 30 anos, de dupla nacionalidade russa e canadiana, foi hospitalizado na terça-feira depois de assistir a uma audiência judicial da companheira.

Na quinta-feira foi transferido para a unidade de cuidados intensivos de um reputado hospital de Moscovo, o Instituto Sklifossovsky, e, na sexta-feira, o seu estado foi qualificado de “grave” por este hospital.

A companheira afirmou na sexta-feira ao Meduza que Piotr foi envenenado: “É mesmo envenenamento, com qualquer coisa como atropina. A questão é que foi uma grande dose”, disse.

Nenhuma fonte oficial adiantou uma causa para o estado de Verzilov.

Segundo a companheira, Piotr Verzilov começou a sentir-se mal na terça-feira à noite, tendo nomeadamente deixado de ver.

Piotr Verzilov e Veronika Nikoulchina são dois dos quatro membros das Pussy Riot que invadiram o campo na final do Campeonato Mundial de Futebol da Rússia 2018, tendo sido condenados por esse ato a 15 dias de detenção.

Verzilov é também fundador do ‘site’ MediaZona, que divulga informações sobre processos contra ativistas dos direitos humanos.

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