Luís Medeiros Vieira referiu ainda que as exportações de azeite registaram, no final de 2017, um valor global de 496 milhões de euros.

Depois de uma reunião com olivicultores, que decorreu na Cooperativa de Valpaços, distrito de Vila Real, o governante sublinhou o “desenvolvimento exemplar da olivicultura”, setor que "na última década viu a produção quadruplicar e as exportações triplicarem".

Segundo o secretário de Estado, Portugal passou “de uma situação deficitária no setor do azeite para um país exportador com um 'superavit' [excedente] de 150 milhões de euros”.

Na última década, o crescimento do preço médio, por quilo, das exportações registou um aumento de 35%.

“Esta dinâmica teve um impacto significativo na valorização da produção olivícola e traduziu-se num aumento real dos rendimentos dos olivicultores, como ocorreu na região de Trás-os-Montes”, afirmou Luís Vieira.

O governante destacou o facto de a região ser a segunda maior produtora de azeite em Portugal, dispondo de “diferentes variedades regionais que permitem uma diferenciação da oferta de azeite, de reconhecida qualidade no mercado nacional e internacional”.

“Esta performance notável deve-se ao investimento qualificado que tem vindo a ser feito em lagares de azeite de alta tecnologia, à expansão da área de olival de regadio e a uma aposta sustentada no conhecimento e nas novas tecnologias originando um azeite de qualidade diferenciada”, salientou.

Luís Vieira referiu ainda que é preciso “diversificar os destinos da exportação de azeite” e desafiou a produção a “explorar novas geografias e a continuar o percurso de investimento e inovação”.

“Assumimos o compromisso de continuar a trabalhar intensamente para abrir novos mercados e levar o azeite português a outros destinos, já que 80% das exportações de azeite têm como destino Espanha e Brasil”, acrescentou.

Em Valpaços, o secretário de Estado visitou ainda a Feira do Folar que, entre hoje e domingo, vai ter à venda cerca de 50 toneladas de folar e fumeiro, gerando uma receita direta de um milhão de euros durante os três dias.

A vigésima edição da feira representa o início da venda do folar certificado de Valpaços, depois da atribuição da Indicação Geográfica Protegida (IGP), em 2017.

O certame realiza-se uma semana antes da Páscoa, época em que esta iguaria tem um lugar de destaque nas mesas dos transmontanos.

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