“Diria que não temos meios, nem para mergulhar. Também não temos veículos operados remotamente para descer a essas profundidades nem equipamento para ir buscar um navio destas características”, afirmou Oscar Aguad numa conferência de imprensa em Buenos Aires.

O chefe da Marinha, José Luis Vilán, apontou dois limites à exigência dos familiares, que querem a recuperação do submarino: legalmente, é preciso esperar que a juíza encarregada da investigação dê uma autorização nesse sentido e tecnicamente, não se sabe o suficiente sobre as condições em que está o San Juan.

Aguada afirmou que o Governo vai estudar toda a documentação de que dispõe até agora a empresa norte-americana que fez as buscas e garantiu que o executivo quer que se saiba a verdade e faça justiça porque todos, mas principalmente os familiares “dos 44 heróis”, precisam saber o que se passou.

O submarino, que desapareceu a 15 de novembro de 2017 e foi descoberto na sexta-feira no Oceano Atlântico, sofreu uma “implosão”, avançou hoje o comandante da base naval de Mar del Plata.

“O submarino sofreu uma implosão. Encontra-se alojado numa cavidade a mais de 900 metros de profundidade, o que impediu a sua localização pelos radares”, disse Gabriel Attis, avançando existirem três imagens autorizadas pela justiça para serem mostradas aos familiares das vítimas, tiradas durante a descoberta, da vela, da hélice e da seção da proa.

No final de 2017 e no início de 2018, navios de uma dúzia de países tinham tentado localizar o submarino, sem sucesso, e a Marinha argentina prosseguiu a busca com poucos recursos.

“Agora é outro capítulo que se abre. Depois de analisar o estado do submarino, vamos ver como vamos proceder”, acrescentou o porta-voz.

A 15 de novembro de 2017, o submarino, de fabrico alemão, comunicou pela última vez a sua posição, quando regressava do porto austral de Ushuaia à sua base no mar da Prata.

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