Destinado a sensibilizar os mais novos para as consequências das alterações climáticas e fomentar a floresta autóctone, o ClimaAgir é executado no âmbito da candidatura “Reforço das Capacidades de Adaptação às Alterações Climáticas - Ações de Comunicação e Sensibilização na Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra (CIM-RC)”, sendo apoiado em mais de 200 mil euros por fundos comunitários.

O secretário de Estado reforçou a importância das florestas na prevenção e combate das alterações climáticas, lembrando que são o "único sumidouro" das 60 toneladas anuais de carbono libertadas para a atmosfera em Portugal.

As florestas portuguesas absorvem todos os anos 10 toneladas, quantidade que precisa de aumentar, frisou Miguel João de Freitas.

O governante destacou também o papel das florestas no combate a situações climatéricas extremas, como foi o caso da tempestade tropical Leslie.

"As matas foram a primeira barreira à entrada do Leslie no continente, protegendo as populações", disse o secretário de Estado.

Miguel João de Freitas alertou para a necessidade de repor a mancha florestal e de ordenar as matas. Destacou ainda a necessidade de melhorar a gestão destes espaços, não só por uma questão de preservação, mas também como forma criar valor para os proprietários e para o Estado.

Para isso, prometeu um trabalho contínuo apoiado em legislação cada vez mais eficaz, revelando que estão a ser preparados diversos contratos-programa para a gestão de espaços comunitários (baldios).

O ClimaAgir vai incidir sobretudo nas escolas dos 19 municípios que integram a CIM RC: Arganil, Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Góis, Lousã, Mealhada, Mira, Miranda do Corvo, Montemor-o-Velho, Mortágua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Soure, Tábua e Vila Nova de Poiares.

O programa tem como mascote o Bolotas, um sobreiro que alerta para a necessidade de preservar espécies autóctones, que vai percorrer mais de 50 mil quilómetros na região, numa viatura elétrica, em ações de sensibilização de mais de seis mil alunos.

"Precisamos de adaptar as nossas vidas e as políticas públicas à inevitabilidade das alterações climáticas", justifica o presidente da CIM, João Ataíde.

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